Missa no Terreiro da Luta: É a escolha do bem que nos torna livres

Foto: Duarte Gomes

Era suposto ter sido um momento de penitência, mas o estado do tempo não permitiu a caminhada penitencial entre o Monte e o Terreiro da Luta, atividade inserida no Ano Jubilar. Ainda assim, foi de penitência e de perdão que D. Nuno Brás falou na Eucaristia que se celebrou no Santuário de Nossa Senhora da Paz na passada sexta-feira, dia 7 de março.

De liberdade falou também o prelado, uma liberdade que “é finita”, mas que nos torna semelhantes a Deus, porque “Deus é aquele que é livre”. E a liberdade, vincou ainda o bispo diocesano, “é uma qualidade que é essencial para amarmos a Deus, porque sem liberdade não há amor, e uma qualidade para sermos melhores”.

“Aquele que escolhe fazer nada é aquele que nunca sai da cepa torta”, frisou mesmo o prelado para logo acrescentar que “a liberdade só é um peso para alguns” e que “é a escolha do bem é a realidade que nos torna cada vez mais livres”.

“Creio que este mistério da liberdade é aquele que está também dentro desta realidade da penitência, da realidade da oração, dentro da realidade do Jejum, dentro desta realidade que quem caminha para a Páscoa”, disse ainda D. Nuno Brás aos fiéis que participavam nesta celebração.

De resto, “só aquele que quer ser livre, que quer viver e praticar o bem só esse verdadeiramente faz penitência, só esse verdadeiramente jejua e verdadeiramente reza”.

Depois de reconhecer a fragilidade da liberdade, o prelado terminou pedindo ao Senhor “que nos faça livres e que cada um de nós seja capaz de O escolher a Ele e à Sua vontade, mesmo que para isso seja necessário caminhar caminhos difíceis, seja necessário esperar e entregarmos tudo”.