Escutismo: Revista “Flor de Lis” celebra 100 anos de história

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A revista “Flor de Lis”, órgão oficial do Corpo Nacional de Escutas (CNE) de Portugal, está a celebrar neste mês de fevereiro, 100 anos de publicação. Fundada em 1925, dois anos após a criação do CNE, a revista tem desempenhado um papel importante na informação e unidade dos escuteiros católicos portugueses.

“Hoje, é a revista mais antiga em Portugal publicada ininterruptamente e continua a ser um elo de ligação entre os membros da nossa associação, mantendo-se fiel à sua missão inicial e evoluindo ao longo das décadas para acompanhar os tempos”, lê-se na página online da revista.

Desde a sua origem em Braga como um jornal, a publicação evoluiu significativamente, adaptando-se às mudanças tecnológicas. Em 1945, transformou-se em revista sob a orientação do Pe. Benjamim Salgado. Ao longo dos anos, passou por várias alterações gráficas e editoriais, incluindo a introdução de cores na capa e contracapa em 1979 e a adoção do formato A4, que ainda hoje mantém, em 1990. A publicação a cores da revista aconteceu em 2001. Em 2022, passou a estar disponível em formato digital.

A história da Flor de Lis reflete a história do escutismo católico em Portugal. A revista sobreviveu a períodos desafiadores, como crises financeiras e mudanças internas, demonstrando resiliência e capacidade de adaptação. . Como observou o Pe. João Ferreira, diretor entre 1961 e 1973, “é o vento quem obriga as árvores de grande porte a aprofundarem as suas raízes”.

A Flor de Lis, fundada pelo Monsenhor Avelino Gonçalves, conheceu ao longo da sua história, 18 diretores. Atualmente é dirigida por Tânia Coutinho.

A Flor de Lis conta com mais de 11 mil assinantes, com uma tiragem total de 11.500 exemplares, dos quais 5.100 são em papel.

Para assinalar o centenário a revista publicou uma edição especial neste mês de fevereiro, que está disponível gratuitamente em formato digital.