Melhoramos por ignorar Deus?

D.R.

Nos últimos tempos, está na moda ignorar Deus: quando se despedem, os apresentadores de televisão estão proibidos de dizer: “Se Deus quiser”; a cruz desapareceu dos edifícios públicos… um pouco por todo o lado, as presenças de Deus estão a ser banidas. Tentamos criar uma sociedade sem Deus. “Para não ofender os que não acreditam”, dizem, esquecendo que, desse modo, ofendem todos os que acreditam — mas esses são olhados e tratados como “cidadãos de segunda”, “pobres coitados”, só pelo facto de acreditarem em Deus, apesar de serem em número muito superior aos ateus ou agnósticos!…

Mas vá… mesmo sem querer usar o argumento da democracia, ou o argumento da evidência de uma sociedade cuja população ainda tem Deus como sua referência, perguntemo-nos: a nossa sociedade está, de facto, melhor, com esta ausência forçada de Deus? Ficámos com mais paz, com mais humanidade? Tornámo-nos melhores uns para os outros?

Penso que a resposta é clara e simples: não. Não ficámos melhor. É que, sem Deus, desaparecem muitas fronteiras importantes; sem Deus, é eliminado aquele ponto de referência que estava acima de todos os seres humanos e a quem todos tomavam como autêntica medida de humanidade e de justiça, mesmo que não acreditassem na vida eterna. 

Desaparecido Deus, que me impede de impor a minha vontade aos outros? Ficamos, de facto, à mercê de quem grita mais alto, de quem tem mais presença na comunicação, de quem encontra recursos para se impor como “ídolo”, “estrela”, fonte de “adoração”… Sem o Deus verdadeiro, ficamos à mercê de tantos (muitos, demasiados) “deuses” que vão acabar por nos escravizar e roubar a verdadeira liberdade!