A presença dos Salesianos na Madeira está agora ‘guardada’ em livro. Uma obra que foi apresentada esta sexta-feira, dia 31 de janeiro, no salão nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, e que se baseia “nas crónicas das diversas comunidades salesianas que viveram no Funchal, desde 1950″, refere Graça Alves, a coordenadora do trabalho que “regista a memória e o modo como com o ideal de D. Bosco transformou a sociedade madeirense”.
A chegada dos Salesianos à Madeira surge de um projeto de educação integral da juventude, cumprindo o sonho do Pe. Laurindo, pároco do Socorro, que tinha fundado a Escola de Artes e Ofícios, e que sempre mostrou muito preocupado com a pobreza que marcava a vida dos jovens de então e a sociedade madeirense.
Este ‘Crónica das Crónicas’ resume o trabalho destes 75 anos, os sonhos e as angústias, os serviços prestados à sociedade (a paróquia de Fátima e o Lar da Paz, por exemplo), os grupos que foram surgindo, associados aos Salesianos, para dar resposta aos desafios que iam surgindo: os antigos alunos, os cooperadores salesianos, os clubes, etc..
Mas, porque se trata de Memória, reúne igualmente o testemunho de antigos alunos que se juntam a esta comemoração, assim como as fotografias de todos os alunos que frequentam, hoje, o Colégio dos Salesianos
O livro foi apresentado pelo jornalista Octávio Carmo, chefe de redação da Agência ECCLESIA que enfatizou a importância destas memórias “que se transformaram em lugares da História”.
Só podemos evocar a história dos Salesianos na Madeira como escola de futuros. Foram os Salesianos quem trouxe novos horizontes de vida aos nossos conterrâneos.
Octávio Carmo, que é também natural da ilha da Madeira, lembrou que o “sonho de uma vida melhor foi o sonho que os Salesianos alimentaram em centenas de famílias madeirenses. O principal património é a obra não escrita que ficou por toda a Região. A Madeira sem a obra Salesiana seria mais frágil, menos desenvolvida, menos competente e mais pobre”, concluiu o jornalista.
A obra ‘Crónica das Crónicas’ inclui fotografias de todas as turmas do ano letivo 2024/2025, bem como do pessoal docente e não docente atual dos Salesianos do Funchal. Atualmente a escola tem 916 alunos e 137 educadores, revelou o Padre José Jorge Gomes, diretor dos Salesianos no Funchal, que começou por agradecer “a todo o povo da Madeira o acolhimento que tem sido dado” à congregação, sendo este um dos motivos porque a mesma está por cá há tantos anos.
O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira enalteceu e agradeceu o trabalho dos Salesianos na Madeira. A cerimónia de lançamento do livro foi uma oportunidade para José Manuel Rodrigues, “em nome pessoal, mas sobretudo em nome do povo da Madeira e do Porto Santo, que esta casa representa, prestar um justo tributo à Família Salesiana por tudo o que fez e faz pela Educação na nossa terra e pelo desenvolvimento integral de gerações de madeirenses”.
“Não há palavras para traduzir a dívida de gratidão que a comunidade regional tem para convosco, para com todos os que serviram e servem nesta escola de vida, inspirada no exemplo de São João Bosco e na sua dedicação aos mais pobres e aos mais vulneráveis da sociedade”, vincou.
José Manuel Rodrigues acrescentou ainda que “como disse, então, o Padre Laurindo, quando Vos entregou o albergue dos «meninos do calhau», e cito: ‘agora, sim, posso morrer descansado, a obra está em boas mãos’. Palavras proféticas. A Obra está realmente em boas e mãos, nas mãos dos Mestres da Juventude”, concluiu José Manuel Rodrigues com um grande agradecimento.
Já o diretor regional de Educação destacou, tal como o fizeram outros oradores presentes neste lançamento, caso do secretário do Turismo e antigo aluno e a própria coordenadora deste trabalho, o “contributo inestimável dos Salesianos, não apenas na perspetiva educativa, mas também na perspetiva do contributo social, cívico e para a formação de pessoas e de cidadãos”.
Marco Gomes reforçou que a “Escola Salesiana foi espaço de formação e de capacitação de competências que eram importantes, mas que continuam a ser importantes ainda hoje”, destacando a relevância deste estabelecimento de ensino privado “para a transformação que aconteceu na Região”.
































