Foi divulgada na terça-feira, 27 de janeiro, a mensagem do Papa Francisco para o XXXIII Dia Mundial do Doente, que será celebrado no dia 11 de fevereiro de 2025, no contexto do Ano Jubilar. Sob o tema “‘A esperança não engana’ (Rm 5,5) e fortalece-nos nas tribulações”, o Pontífice convida a Igreja e a sociedade a refletirem sobre a presença de Deus junto aos doentes, destacando três aspetos: o encontro, o dom e a partilha.
1. O encontro – O Papa recorda que a enfermidade, embora difícil de compreender, é uma oportunidade para experimentar a proximidade de Deus. “No momento da doença, se por um lado sentimos toda a nossa fragilidade – física, psíquica e espiritual – de criaturas, por outro lado experimentamos a proximidade e a compaixão de Deus, que em Jesus participou do nosso sofrimento”, escreve. Assim, ao experimentar a consolação de Deus, a doença abre-se ao mistério da salvação.
2. O dom. A Páscoa de Cristo garante que nem a morte nem a vida nos podem separar do amor de Deus (Rm 8, 38-39). Francisco, inspirado na encíclica Spe Salvi de Bento XVI, destaca que a esperança ilumina até as provações mais difíceis, assim como Jesus fez com os discípulos de Emaús (Lc 24,13-53). “À semelhança destes, também nós podemos partilhar com Ele as nossas perturbações, preocupações e desilusões, podemos escutar a sua Palavra que nos ilumina e faz arder o coração, e reconhecê-Lo presente ao partir o Pão”.
3. A partilha. “Os lugares onde se sofre são frequentemente espaços de partilha, nos quais nos enriquecemos uns aos outros”, diz o Papa, acrescentando que, “todos juntos somos ‘anjos’ de esperança, mensageiros de Deus, uns para os outros: doentes, médicos, enfermeiros, familiares, amigos, sacerdotes, religiosos e religiosas”. Como nos ensina a parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37), estes “encontros de graça”, são raios de luz que “mesmo durante a escuridão das provações, não só dão força, mas dão o verdadeiro sabor da vida, no amor e na proximidade”.
Ao terminar a mensagem, Francisco dirige-se aos irmãos e irmãs que cuidam de quem sofre, referindo que são sinal para todos, um “hino à dignidade humana”, pedindo que seu exemplo inspire uma “sincronização de toda a sociedade” na construção de uma cultura de caridade e acolhimento.






















