Uma das coisas fascinantes ao começar um novo ano é a graça de olhar para a frente, para o futuro. Os inícios dão-nos a capacidade de imaginar possibilidades novas, caminhos ainda não trilhados: alterar rotinas, redefinir prioridades, dedicar mais tempo ao que mais interessa, introduzir novos comportamentos. As horas, dias e meses abrem-se como janelas para a vastidão do mar. “O futuro é um dom que permite ultrapassar os erros do passado e construir novos caminhos de paz”, escreveu o Papa na Mensagem para o primeiro dia do Ano, Dia Mundial da Paz.
No entanto, com o passar do tempo, as cores vibrantes dos inícios vão perdendo a vitalidade e as sombras instalam-se. Contudo, este ano, não é apenas mais um ano que começa. 2025 é um Ano Santo. “Santo quer dizer à parte de tudo, que não tem nada a ver com o resto”, disse o Cardeal Tolentino.
Para ele, o Jubileu é um ano onde é possível recomeçar, pois “a nossa história não é apenas uma soma de dias e de noites, a nossa história é uma história de esperança, é uma história de salvação, porque é uma história onde a palavra reversibilidade e recomeço existem verdadeiramente”.
É um ano para ser disruptivo e superar a lógica habitual com novos gestos, dizendo “este Ano é um ano diferente; para o ano, eu não faria isto, mas este ano é um ano diferente! Declaro este ano um Ano Santo da minha vida”.
Embora pareça um sonho, o Jubileu de 2025 é um convite concreto para confiar em Deus, que transforma o impossível em possível. É um ano para calçar as sandálias de peregrino e arriscar novos caminhos, maiores do que podemos imaginar. Como afirmou o Cardeal Tolentino: “Ano Santo é um ano para tornar Santo o tempo: o Tempo é um templo” (Capela do Rato, 1.1.2025).






















