Faleceu no domingo, 22 de dezembro, em Lisboa, o padre Agostinho José Luís de Jesus Jardim Gonçalves, aos 92 anos de idade.
“A Diocese agradece a Deus o dom da sua vida, do sacerdócio e todo o serviço e missão prestado em nome da Igreja. Deus o receba eternamente na Sua presença. A Diocese convida à oração pelo seu eterno descanso e para que Deus conforte toda a sua família”, lê-se na nota de pesar publicada esta segunda-feira.
De acordo com informações divulgadas pela agência Ecclesia, o padre Jardim Gonçalves nasceu no dia 26 de janeiro de 1932 na freguesia de Santa Maria Maior, Madeira. Entrou para o Seminário Diocesano do Funchal em 1943 e foi ordenado presbítero no dia 22 de setembro de 1956, sendo nomeado para a Paróquia do Machico. Lecionou no Liceu Jaime Moniz, no Funchal e foi chefe de redação do Jornal da Madeira, entre agosto de 1957 e 1960.
Em 1960, o padre Jardim Gonçalves, mudou-se para o Patriarcado de Lisboa, onde foi nomeado pelo cardeal patriarca Manuel Gonçalves Cerejeira, assistente nacional da Juventude Operária Católica Feminina (JOCF); foi também eleito assistente do Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos-MMTC (1967/1970), e, reconduzido, por nomeação da Santa Sé, para o quadriénio 1971/1974.
Em Lisboa, foi também professor do Instituto Superior de Estudos Teológicos, pároco de Alfornelos (Amadora), e presidente da assembleia-geral do Centro de Formação e Tempos Livres (CFTL).
No final da década de 1980, fundou e foi presidente da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, organização não-governamental para o desenvolvimento, e também foi membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos no tempo da ditadura.
A nível internacional, o padre Jardim Gonçalves foi cofundador do Centro de Estudos do Desenvolvimento da América Latina (CEDAL), e responsável pelo Sector América Latina do Comité Católico contra a Fome e pelo Desenvolvimento.
Em 1988, foi nomeado responsável do Secretariado de Comunicação Social do Patriarcado de Lisboa, pelo então cardeal-patriarca D. José Policarpo, de quem foi chefe de gabinete.
Em 2017, o padre Jardim Gonçalves doou 7500 livros do seu espólio, em 87 caixas, à Biblioteca Municipal de Machico.






















