Na Ponta do Garajau, em Santa Cruz, ergue-se um dos primeiros monumentos de Cristo Rei do mundo. Com 14 metros, a obra foi mandada construir pelo conselheiro Aires de Ornelas de Vasconcelos em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus. A sua bênção foi realizada pelo bispo do Funchal no dia de Cristo Rei, 30 de outubro de 1927. Só mais tarde surgiram outras estátuas com modelo semelhante, como o famoso Cristo Redentor de 38 metros, no Rio de Janeiro (1931).
“Quiseram os desígnios da Providência, perante os quais me curvo agradecido, que este monumento ao Sagrado Coração de Jesus, prometido por mim e minha mulher numa das crises mais difíceis da minha vida, viesse afinal a ser inaugurado na festa de Cristo Rei”, disse Aires de Ornelas (in Diário de Notícias, 1-11-1927).
Na verdade, a Festa de Cristo Rei tinha sido proclamada dois anos antes pelo Papa Pio XI: “A fim de que a sociedade cristã goze largamente de tão preciosas vantagens e para sempre as conserve, é mister que se divulgue quanto possível o conhecimento da dignidade real de Nosso Salvador. Ora, nada pode, pelo que Nos parece, conseguir melhor este resultado do que a instituição de uma festa própria e especial em honra de Cristo Rei” (Carta Encíclica “Quas Primas”, 11.03.1925).
Inicialmente, a festa de Cristo Rei era celebrada no último domingo de outubro. Somente a partir da reforma litúrgica de 1969, a festa foi transferida para o último domingo do ano litúrgico.
Antes da bênção do monumento, o então bispo do Funchal, D. António Manuel Pereira Ribeiro, salientou a riqueza espiritual do Cristo do Garajau e “agradece comovido o oferecimento do Monumento à Diocese”, assim como o báculo que tinha sido do arcebispo D. Aires de Ornelas (in Diário de Notícias, 1-11-1927).




























