Paula Margarido diz que a pobreza é consequência do álcool e das drogas

Foto: Duarte Gomes

“Construir a Riqueza combater a pobreza” foi o tema da conferência integrada no Dia Mundial dos Pobres que a Cáritas Diocesana do Funchal e o Secretariado Diocesano da Pastoral Social promoveram.

Tendo por oradora Paula Margarido, a dita conferência teve lugar na Sacristia da Igreja do Colégio na tarde do dia 18 de novembro.

Em declarações aos Jornalistas, a deputada do PSD na Assembleia da República considerou que os números que indicam a Madeira como uma das regiões mais pobres de Portugal não correspondem à realidade.

A advogada disse que é importante desconstruir as estatísticas e afiançou que a pobreza existente na região é sobretudo “uma consequência do álcool de das drogas”.

“Ainda hoje estive com pessoas do continente que me interrogaram sobre qual é a miséria que há aqui? Está bem! Temos pobres nas ruas, mendigos, sem dúvida alguma. Mas é miséria de cabeça”, frisou a advogada para logo acrescentar que “existem famílias que sofreram ações de despejo e que ficam sem habitação, mas a verdade é que mais mês menos mês a solução acaba por acontecer, porque somos uma região pequenina, porque todos nos conhecemos, porque trabalhamos em equipa e com sinergia, de modo que a resposta vai sendo dada”.

Quanto ao alerta deixado pelo presidente da Cáritas visando as dificuldades da classe média, que trabalha e ganha um salário , mas que este é insuficiente para pagar as contas, Paula Margarido fala, por vezes num “consumo excessivo” vincando que “temos de olhar para estas matérias com mais esclarecimento”.