Graça Alves defende museus como instrumentos a favor da humanidade em encontro internacional

D.R.

O Museu de Arte Sacra do Funchal (MASF) destacou-se recentemente no VI Encontro de Boas Práticas Museológicas em Fuerteventura, Canárias, apresentando uma visão inspiradora sobre o papel dos museus na sociedade contemporânea.

O evento, realizado nos dias 14 e 15 de novembro, reuniu profissionais de museus de toda a Macaronésia sob o tema “Museus, Participação e Transformação Social”. Esta iniciativa, organizada pelo CHAM, unidade de investigação interuniversitária, ligada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL) e à Universidade dos Açores (UAc), tem proporcionado desde 2017 um espaço vital para a troca de experiências e debates sobre os desafios museológicos.

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Graça Alves, Diretora do MASF, apresentou uma palestra intitulada “O Museu – um projeto para mudar o mundo”, na qual explorou o potencial transformador dos museus. Baseando-se na ideia de Marco Chagas (2002) de que “o maior desafio dos museus é o de estar ao serviço da vida e da humanidade”, Graça Alves propôs uma visão do museu como instrumento a favor da humanidade, lugar de diálogos, memória e paz. 

Partindo do trabalho que o MASF tem desenvolvido no âmbito da mediação educativa, cultural e pastoral, Graça Alves refletiu sobre o modo como os museus (e o MASF em particular) podem contribuir para abrir as portas do diálogo, para promover encontros com o inesperado, para criar disponibilidades de ver o que os olhos não veem e, desta forma constituir-se como projeto ao serviço da comunidade e da humanidade.

Num mundo muitas vezes marcado pelo pessimismo, Graça Alves propõe que os museus assumam o papel de “parceiros no ato de desenterrar a luz, apresentando a Beleza como caminho para a Esperança”.