Precisamos de Deus… e não apenas na igreja!

D.R.

Para que precisamos de Deus? Essa é a questão que muitos dos nossos contemporâneos colocam. 

A este propósito, deixem que recorde aquela história do aprendiz de mecânico que desmontou um carro, peça por peça. No final, voltou a montar a viatura… Sobrava uma peça, mas o carro funcionava. Só que, a dada altura, o aprendiz de mecânico precisou dos travões… era a peça que parecia sobrar, que parecia ser inútil, e que ele tinha ignorado: foi bater contra uma parede!

Podemos viver sem Deus? Claro que sim: basta ver como vivem tantos dos nossos contemporâneos. Mas Ele faz falta à nossa vida? Claro que sim, e como! 

Só que Deus não é, apenas, “uma peça” ao lado das outras, como no caso dos travões. É antes Aquele que permite que toda a nossa vida não se resuma a um sobreviver, a um deixar que os dias passem, sem sentido nem horizonte, com o egoísmo de cada um a sobrepor-se ao bem de todos. Se olharmos um pouco mais longe e um pouco mais profundamente, é Deus quem dá o sentido a toda a realidade que existe e só Ele o pode fazer.

É por isso que não basta pensar que Deus existe, que deve ficar dentro das igrejas, de reserva para quando precisamos duma bênção, e mudo diante dos acontecimentos, da vida, dos dramas dos homens e mulheres do mundo inteiro. 

Deus tem sempre uma palavra a dizer, um sentido a oferecer, um horizonte a propor a todos, mesmo a quantos não acreditam nele. E somos nós, cristãos, quem deve, hoje, pronunciar essa palavra, a palavra de Deus!