Enquanto candidatura segue caminho: Procissão das Cinzas volta a percorrer as ruas da paróquia esta tarde

D.R.

Nesta Quarta feira de Cinzas, na paróquia de Santa Cecília, em Câmara de Lobos, vai realizar-se, a Procissão das Cinzas com saída do Convento de São Bernardino pelas 18:30 horas e missa na igreja paroquial.

Em declarações ao Posto Emissor do Funchal, o Pe. Paulo Sérgio, Pároco de Santa Cecília, explica que “esta procissão se insere num contexto muito próprio”. Sendo a paróquia de Santa Cecília “a única na Madeira que a realiza”, já começa por aí. 

Trata-se “de uma procissão penitencial, que inclui vários santos, que nos acompanham desde o Convento de São Bernardino até à igreja, marcando o início do tempo da Quaresma”.

Quer isto dizer, explica o sacerdote, que “as pessoas não só vão para receber a imposição das cinzas, como rito penitencial, mas antes, realizam esta procissão que é acompanhada pela Banda Filarmónica, com uma melodia muito própria”.

Antes da procissão haverá, das 17 às 18 horas um tempo de Adoração ao Santíssimo Sacramento. Logo depois começam as chegar as imagens vindas da casa das famílias que as guardam durante o ano, e por volta das 18.30 horas, começa-se a organizar a procissão, que “leva entre 30 a 40 minutos a chegar à igreja de Santa Cecília”.

Por volta das 19:15, 19:30 começa então a Eucaristia com imposição das cinzas.

Recorde-se que em agosto de 2023 foi apresentada a candidatura desta procissão a Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, uma candidatura promovida pela Secretaria do Turismo e Cultura, com a natural colaboração da Paróquia. 

Neste momento e em relação a esta candidatura “tudo está a ser feito para que a mesma possa ser aprovada, o que seria para nós muito importante, já que é uma expressão de fé única na ilha, que vem envolvendo desde há muito tempo diversas famílias, diversas pessoas que têm mantido esta tradição já centenária”.

Este é, de resto, um momento que conta com a participação da comunidade, mas também de pessoas de outros pontos da ilha que, levados pela curiosidade ali se deslocam para uma nova experiência de fé e de partilha.