Mensagem do Bispo do Funchal para a Quaresma 2024

Foto: Duarte Gomes

Nesta Quaresma, o Santo Padre convida-nos a sermos capazes de parar. Diz o Papa: “É tempo de agir e, na Quaresma, agir é também parar: parar em oração, para acolher a Palavra de Deus; e parar como o Samaritano em presença do irmão ferido”.

No meio desta nossa vida agitada em que os dias passam sem nos darmos conta, e os acontecimentos parecem todos iguais, somos tentados a julgar que Deus se esqueceu de nós.

A Quaresma surge com a proposta de fazermos uma paragem, por uns momentos que seja, em cada dia.

Parar para escutar Deus. Todos andamos cheios de ruído, de sons, de opiniões, de informações (não raras vezes falsas). Só escutando Deus podemos encontrar o verdadeiro critério para distinguir o que é, de facto, importante.

Parar para ver o irmão que precisa da nossa ajuda. Porque, no meio de toda a agitação, nem damos conta daquele que está ao nosso lado, derrubado no seu caminho.

Por isso vos peço: nesta Quaresma, vamos dar um pouco mais do nosso tempo a Deus na oração, participando mais e melhor na Missa, nos tempos de adoração, na Via Sacra, confessando-nos como preparação para a Páscoa.

E vamos dar mais atenção ao irmão que está ao nosso lado: não tenhamos medo de ser para ele presença de Jesus — de o ajudar com a palavra e com acções, com a nossa vida e o nosso testemunho.

Faremos, como sempre, um gesto diocesano de renúncia, este ano para os cristãos da Palestina, que vivem entre fogos cruzados, no meio de uma guerra para qual não contribuíram.

Entregaremos o resultado da nossa renúncia ao Patriarca Latino de Jerusalém, para que o faça chegar aos mais necessitados.

Santa Quaresma para todos!

+ Nuno, Bispo do Funchal