Solenidade de D. Bosco: Bispo desafia comunidade escolar dos Salesianos a estar atenta ao sonho que Deus tem para cada um

Foto: Duarte Gomes

Foi com uma Eucaristia presidida pelo Bispo do Funchal que se assinalou, no colégio Salesiano, a memória de São João Bosco.

Esta celebração estava incluída numa Visita Pastoral de dois dias (30 e 31 de janeiro), que D. Nuno Brás está a efetuar àquele estabelecimento de ensino.

Na homilia da referida celebração o prelado lembrou à assembleia, e em particular aos alunos “que os nossos pais têm um sonho para cada um de nós e cada um de nós tem um sonho para si mesmo, uns querem ser futebolistas, outros querem ser engenheiros, outros querem ser astronautas, outros filósofos”. Porem, vincou, “a grande questão é saber qual é o sonho que Deus tem para mim”. Esta é a grande questão “e foi isto que São João Bosco compreendeu, ele compreendeu que só era feliz realizando o sonho que Deus tinha para ele”.

Resta saber, frisou o bispo do Funchal, “se nós estamos disponíveis para realizar esse sonho, isto é, se estamos ou não disponíveis para deixar de ser astronautas para ser aquilo que Deus quer de nós”.

“Nós ouvíamos, na primeira leitura, Jesus dizer que queria cuidar das suas ovelhas e é assim que Ele cuida de nós, Deus cuida de nós fazendo com que o seu sonho, para cada um e para todos se realize e para isso Ele precisa de gente disponível”.

Por isso mesmo, continuou, “aquilo que eu vos queria pedir era que, num momento de silêncio, todos nós disséssemos a Deus aqui estou eu disponível para realizar o sonho que tens para mim, o sonho que tens para todos”.

Impressionado com o que viu

Nestes dois dias de visita, o prelado cumpriu um programa que lhe permitiu visitar as instalações, manter contacto com alunos dos diferentes graus de ensino, almoçar com a comunidade e reunir com funcionários professores.

O prelado começou por se encontrar com os alunos do 5.º ano na Capela; depois passou pelas salas dos alunos do 1º Ciclo, encontrou-se com alunos do 7.º e 8.º anos na Capela e com os de 9.º ano no auditório.

Almoçou com a Comunidade e retomou os encontros, desta feita com os alunos do 6º ano, novamente na Capela. Seguiu-se a visita às instalações e reunião com educadores (professores e funcionários), no auditório.

De acordo com o prelado esta é “uma iniciativa nova” nos seus 13 anos de bispado, que lhe permitiu ver a escola em pleno e normal funcionamento, os que lhe proporcionou contacto direto com toda a gente, em espacial os alunos que, em diferentes momentos, lhe “colocaram questões e questões pertinentes”.

Este é, reconheceu, um fruto do trabalho da comunidade educativa e de todo o ambiente que se vive na escola que, confessou, o deixou verdadeiramente impressionado”.

Uima prova que uma boa escola é importante para adquirir conhecimentos, mas também para alargar os nossos horizontes de vida”, sem ser “uma espécie de linha de montagem”, mas um “mistério” que nos faz únicos e que a ilha não nos limita, uma ideia que, de resto, o prelado tem procurado, como o próprio referiu combater.