Funeral do Pe. Bernardino: Bispo enalteceu postura de um sacerdote que foi presença do amor de Deus

Foto: Duarte Gomes

Decorreu este sábado, dia 20 de janeiro, na igreja Paroquial da Ponta do Sol, a missa exequial do Pe. Bernardino Andrade, falecido no passado dia 18 de janeiro, aos 86 anos.

A Eucaristia, presidida pelo bispo do Funchal, contou com a presença de vários sacerdotes, diocesanos e não só, da família e amigos do Pe. Bernardino Andrade, que se deslocaram de vários locais da ilha para acompanhar o sacerdote à sua última morada.

Logo no início da celebração, D. Nuno Brás fez questão de louvar, por “aquilo que foi e é o Pe. Bernardino”. Sacerdote que, lembrou, “foi familiar, amigo e irmão no sacerdócio, um homem que foi sempre presença de Deus para nós, presença de Deus para tantos que hoje aqui não podem estar e cuja vida queremos agradecer”. 

Já na homilia, o prelado pegou nas afirmações de Jesus quando este dizia «conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-me, para referir precisamente que “nestas afirmações podemos nós resumir toda a nossa vida”.

É que explicou, “toda a nossa vida mais não é do que esta procura constante imensa de Deus por nós, por cada um de nós, Ele que é o Bom Pastor, Ele que nos procura ainda antes de o procurarmos, ainda antes de nós tomarmos consciência da sua existência e do seu amor”.

De resto, continuou, “Ele não apenas nos procura, como está disposto a dar a vida por cada uma das suas ovelhas, por cada um de nós e toda a nossa vida é percebermos isto: este Deus que é amor e nos procura”. 

A vida do ser humano na terra é esta procura constante, “tão simples e tão complicada”. E foi esta também a vida do Pe. Bernardino Andrade. “Este seria, penso eu, o grande convite que o Pe. Bernardino nos faria, ele que tinha tanto no seu coração o Cantinho do Bom Pastor”. Um espaço que o prelado fez questão de explicar que “nasceu resultado de uma oferta de uma imagem do Bom Pastor, no aniversário da sua ordenação sacerdotal e que ele não quis guardar para si, mas quis colocar como sinal para todos”.

De resto, prosseguiu o bispo diocesano, “foi assim também a sua vida: ser esta presença de Jesus Cristo, o Bom Pastor para todos, isto é, para aqueles que já estão no redil e para aqueles que ainda não são do redil, mas que o Senhor continua a procurar, com a mesma paixão, o mesmo amor”.

D. Nuno Brás exortou depois a assembleia, que enchia por completo o templo, a “dar graças a Deus por aquilo que foi a vida, o ministério sacerdotal, o entusiasmo, o idealismo porventura até a ingenuidade, aquela ingenuidade simples, mas que é presença de Deus, do nosso Pe. Bernardino”.

E a “dar graças a Deus porque ele foi e procurou sempre ser para todos nós presença do amor de Deus” e “comprometemo-nos também nós a continuar nesta procura de corresponder ao amor deste Jesus Cristo que a todos ama, que dá a vida por todos e que a todos quer juntar no Seu redil”.

Terminada a celebração exequial, seguiu-se o cortejo fúnebre para o cemitério de São Caetano.