Ponta Delgada: D. Nuno convida comunidade a reconhecer o verdadeiro Rei e a percorrer com Ele um novo caminho

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu no domingo, dia 7 de janeiro, à Eucaristia da Solenidade da Epifania do Senhor na paróquia de Ponta Delgada, onde se rezou de forma particular pelos moradores na Segunda e Terceira Lombadas.

Um momento para o prelado levar os presentes a refletir sobre o verdadeiro Rei, sobre os Magos e os presentes que estes entregaram ao Menino e sobre o novo caminho pelo qual os Magos retornaram às suas terras.

É verdade que Herodes fez muitas coisas, muitas obras, obras enormes, mas não era ele o verdadeiro Rei. Tanto assim que, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente, perguntaram a Herodes, «onde está o rei dos Judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo».

Continuando a seguir a estrela eles acabaram por encontrar o Menino num palheiro, com um burro e uma vaca, um sítio que cheirava mal e que de conforto não tinha nada, pelo que lhes deve ter sido difícil reconhecer o Rei naquela criança.

Mas Ele era, verdadeiramente, o Rei dos Judeus, a quem os Reis adoraram e entregaram os presentes que traziam. “O ouro que se dá aos Reis, o ouro de que estes estão habitualmente revestidos, reconhecendo que “aquele Menino governa os seus corações, que governa a vida daqueles Magos; o incenso, presença do verdadeiro Deus, que se pode ver, tocar e ouvir e finalmente a mirra, um dos produtos usado na sepultura, quer dizer, reconheceram o Rei, Deus e homem”.

Transpondo para os nossos dias esta realidade, D. Nuno Brás referiu que nos estamos a referir que “à hóstia e ao vinho que são o corpo do Rei, de Deus e do homem” e, ao contrário dos Magos, ainda “temos umas ajudas extra como “a celebração, os cânticos”, mas a atitude é a mesma: procurar descobrir a presença de Deus na nossa vida, na Eucaristia, na sagrada escritura, no nosso irmão, naqueles de quem nós muitas vezes não gostamos, mas que são presença de Deus”.

“Verdadeiramente nós somos como os Magos, verdadeiramente andamos à procura de Deus, verdadeiramente Ele vem ao nosso, ao teu, encontro e pede que o reconheças nas pequenas coisas da nossa vida”, vincou o prelado.

E os Magos, lembrou, “voltaram à sua terra por outro caminho, caminho novo, caminho diferente”, precisamente porque “tinham encontrado Deus, a sua vida estava transformada e eles perceberam que não podiam voltar pelo mesmo caminho”.

“Que o Senhor nos dê a graça de O encontrarmos, de O encontrarmos, assim nas pequenas coisas, nestas realidades tão pequenas, mas onde Ele vem ao nosso encontro em tantas realidades e nos dê a graça de fazer um outro caminho, que o mesmo é dizer, de ser sermos capazes de deixar que Ele mude, que Ele transforme a nossa vida”.

No final da celebração, coube ao Pe. Duarte pároco da ponta Delgada agradecer a presença de D. Nuno e também o trabalho de duas paroquianas que ficaram encarregues de organizar esta solenidade da Epifania e de nomear os festeiros do próximo ano.