A memória dos homens sempre foi, no geral, muito curta. Basta ver como facilmente fazemos promessas que não cumprimos… Quantos votos realizados no início do ano que ficam por cumprir, se não logo no primeiro dia, passadas umas semanas ou alguns meses!
Ultimamente, essa falta de memória tem-se agravado. Guerras tremendas, cujas imagens nos fazem horrorizar num dia, e que são esquecidas passadas poucas semanas: basta que a atenção dos telejornais se desloque para a transferência de um famoso jogador de futebol, depois de paga uma soma astronómica.
Foi um pouco de tudo isso que sucedeu com Marrocos, um país bem ao nosso lado, e que, na noite de 8 de setembro passado, sofreu um terrível terramoto: foram cerca de 3000 os mortos; 5.500 os feridos; 56 mil casas e 3 mil localidades afectadas… aldeias completamente destruídas; milhares de pessoas que ficaram sem nada.
Logo a seguir à tragédia, os cristãos da Madeira enviaram, através da Caritas Internacional, uma ajuda monetária. Mas agora, quando a tragédia quase caiu no esquecimento, importa continuar a ajudar: porque agora é necessário reconstruir, e porque as necessidades de muitos dos habitantes deste país, que fica bem perto de nós, continuam a ser grandes.
Foi por isso que destinámos a renúncia deste Advento à Caritas da Diocese de Tanger, para que possa continuar a ajudar tantos que necessitam do seu apoio.






















