Livramento: Bispo pede aos crismados que ponham a render os seus talentos em seu benefício e dos outros

Foto: Duarte Gomes

A Paróquia do Livramento recebeu no domingo, dia 19 de novembro, o bispo do Funchal, que ali foi ministrar o Sacramento do Crisma a um grupo de 21 jovens, alguns deles da vizinha paróquia do Imaculado Coração de Maria.

Uma oportunidade para D. Nuno Brás se focar no Evangelho e questionar os jovens sobre a forma como colocam os talentos que Deus lhes deu a render. 

De todos os talentos possíveis e imaginários, explicou, o maior de todos eles é a vida que Deus nos deu, explicou o prelado. A vida que podemos viver como inúteis ou então trabalhando e trabalhando para nosso bem e para o bem do outro.

Depois há o talento da fé, que se traduz “na capacidade de viveres a tua vida com Ele em vez de sozinho, em cada dia e a cada momento”.

Resta saber como é que cada um vive a sua fé. Isto é, como é que cada um se apresenta diante do Senhor. Se como servo trabalhador ou como “aquele servo mau e preguiçoso que vivia com uma ideia do Senhor, que achava que Ele era mau e que, portanto, vivia cheio de medo”.

A fé, vincou, é algo que precisamos de viver e de fazer crescer, sublinhou ainda o bispo diocesano para que ela “dê sentido à nossa vida” e em particular à vida daqueles que iam ser crismados”. A esses, acrescentou, “o Senhor dá ainda outro grande dom, que é o dom do Espírito Santo, que é outro grande talento”. 

“A questão é o que é que vocês vão fazer com esse dom”, vincou, para logo os interrogar se “o vão guardar numa caixinha e ser como o servo mau e preguiçoso”.

Perante tantas interrogações, D. Nuno Brás terminou apelando aos jovens que peçam ao Senhor “que vos ajude a ter a capacidade e a coragem de desenvolver e multiplicar todos os talentos que Ele nos deu”, desde a capacidade para jogar futebol, pintar, trabalhar seja no que for, mas sobretudo, “que Ele nos dê a coragem de pôr a render a nossa fé, de forma que a nossa vida de fé não seja inútil, que ela seja importante não apenas para mim, mas para os outros”.

No final o Pe José Carlos, agradeceu a presença do prelado  e de todos aqueles que contribuíram para que a cerimónia tenha decorrido da melhor forma.