Lógicas

D.R.

Ao contrário do que, há primeira vista, nos possa parecer, existem e convivemos diariamente com lógicas muito diferentes.

Por exemplo: existe a lógica “causa-efeito” (se chove, levo comigo o guarda-chuva); mas também existe a lógica do “gosto” (se chove, não levo comigo mais nada, porque não gosto de andar com coisas nas mãos); ou a lógica da partilha (se chove levo comigo dois guarda-chuvas, porque vai sempre aparecer alguém que se vai esquecer). E poderíamos continuar, quase até ao infinito. Existe a lógica da matemática e da ciência, a lógica do sentimento, a lógica da imaginação, a lógica do poder, a lógica da ostentação…

Nós, cristãos, com que lógica e em que lógica vivemos?

As Bem-aventuranças (e todo o Evangelho) apresentam-nos uma lógica bem diferente das lógicas do mundo: “felizes os pobres… felizes os mansos… felizes os que choram… felizes os que têm fome e sede de justiça.. felizes os misericordiosos… os puros de coração… os perseguidos por amor da justiça… os perseguidos por causa de Jesus” (Mt 5,3-12).

Jesus diz-nos que a lógica de Deus é bem diferente das lógicas deste nosso mundo. E diz-nos também que, para chegarmos à felicidade verdadeira, precisamos de viver segundo a lógica de Deus.

Os santos são aqueles que descobriram isso e que procuraram viver de acordo com a lógica do Evangelho, confrontando com ela todas as outras lógicas que são parte do nosso existir. Por isso, fizeram a diferença para a sua vida e para a vida do mundo.