As viagens do Papa Francisco

D.R.

O documentário “A viagem do Papa Francisco” do realizador Gianfranco Rosi, abriu na quinta-feira a 16.ª Festa do Cinema Italiano que está a decorrer no Funchal até este domingo. Foi também o filme de estreia do novo espaço cultural da cidade, o Centro Cultural e de Investigação do Funchal (CCIF), inaugurado no dia 15 de setembro.

O documentário de 80 minutos realizado em 2022 e apresentado no Festival de Veneza, apresenta excertos das viagens apostólicas realizadas pelo Papa Francisco, desde a visita à ilha italiana de Lampedusa, em julho de 2013, quatro meses depois de iniciar o seu pontificado, até à viagem apostólica a Malta em abril de 2022. 

Durante o documentário vemos imagens de alegria e entusiasmo com a visita do Papa, mas também momentos de sofrimento e lágrimas, como a visita às Filipinas onde rezou pelas vítimas do tufão Yolanda. Em Lampedusa o Papa falou da “globalização da indiferença”, perante a tragédia de tantos emigrantes que morrem no mar. No Iraque, Francisco fez um apelo à paz: “Reafirmamos a nossa convicção de que a fraternidade é mais forte que o fratricídio, que a esperança é mais forte que a morte, que a paz é mais forte que a guerra”.

As viagens do Papa fazem emergir os grandes temas do seu pontificado: pobreza, periferias, solidariedade, diálogo, cuidado pela criação, migrações e paz. 

Em diversos momentos do filme percebemos a importância do silêncio. Não são só as palavras do Papa que geram esperança e convidam a sonhar um mundo diferente, mas também a sua presença silenciosa, de alguém que, com um olhar contemplativo, reza, reflete e partilha as alegrias e tristezas de cada pessoa que encontra.