JMJ 2023: D. Nuno Brás exorta jovens peregrinos a mostrarem a Deus de que terra são feitos

Foto: Duarte Gomes

A igreja de São Jorge acolheu, ao fim do dia 28 de julho, quase 200 jovens peregrinos dos núcleos do Carmo e do Curral das Freiras, que estão a participar nos ‘Dias na Diocese’.

Foi ali que o bispo do Funchal presidiu a uma Eucaristia, em que chamou a atenção desses mesmos jovens para as leituras proclamadas as quais, disse, “nos colocam frente a frente com as possibilidades de solo que cada um de nós é”.

Se antes a palavra nos falava da necessidade de sermos semeadores de Jesus, hoje, “pergunta-nos pelo tipo de terra é que somos”, isto é “quando Deus passar ao teu lado que terra encontrará”.

Serás, questionou D. Nuno Brás, “alguém que escuta, alguém que ouve, mas não acolhe a sua palavra, essa terra à beira do caminho, alguém que nem sequer se dá conta, de que Deus passou, que não deixa que Deus pegue na sua vida e a transforme”.

Serás, continuou, alguém que deixa que “a palavra seja sufocada pelo teu egoísmo, por outras realidades que não são Deus ou são mesmo por outros deuses que inventas”.

“Deus convida-te a construir a tua vida com Ele e só com Ele”, resta saber se estás preparado para que Ele molde tua vida, para que Ele coloque um fundamento no teu coração, a partir do qual a tua vida possa dar fruto, sendo esse fundamento que Ele é O Senhor teu Deus”.

Por outras palavras, “Deus tem um lugar reservado no teu coração e se Ele não o ocupa o ocuparam outros, mas só Ele é misericordioso, só ele é amor”, vincou o bispo do Funchal, para logo desafiar os jovens peregrinos para que “quando Deus passar ao vosso lado, durante estas JMJ, lhe mostrem de que terra são feitos”.

No início da celebração, coube ao Pe. Ronald Vieira, pároco de São Jorge, dar a conhecer um pouco da história da paróquia e da própria igreja, que é a maior de estilo barroco de toda a Ilha, contando já com 500 anos.

Entretanto, na parte da manhã, D. Nuno Brás esteve na Sé com os jovens do núcleo do Seminário. Depois de uma breve resenha sobre a história e importância da Sé para os madeirenses e não só, o prelado falou ainda sobre a arte religiosa que ali se encontra.

Seguiu-se um momento musical e uma visita ao altar-mor, onde D. Nuno Brás prosseguiu com as explicações.

Esta visita terminou com um convite a uma subida à torre sineira, um desafio que muitos aceitaram, não querendo perder esta oportunidade.