Eucaristia na Sé assinalou 509 anos da criação da Diocese do Funchal

Foto: Duarte Gomes

D. Nuno Brás presidiu esta segunda-feira, dia 12 de junho, à Solene Eucaristia do 509º aniversário da criação da Diocese do Funchal, na Sé.

Na homilia desta celebração, o prelado disse que estes 509 anos são “um momento e oportunidade para podermos contemplar esta realidade que somos, aqui nestas ilhas da Madeira e do Porto Santo: Igreja Santa de Deus”, sendo esta a realidade primeira e mais importante.

E isto porque, explicou, “nada fará sentido se não for esta permanência de que nos falava o Evangelho, esta permanência em Deus, este constante estar, escutar e acolher Deus, que nos dá vida Deus que é amor, que nos ama e nos convida a sermos presença do seu amor”.

“E isso exige – continuou D. Nuno Brás – de cada um de nós e de todos como comunidade, esta constante atenção a Deus, este deixarmo-nos alimentar constantemente pela palavra do Senhor e pela Eucaristia”.

“Só Por isso podemos dizer Igreja Santa de Deus”, frisou, para logo acrescentar que “não quer dizer que os seus membros tenham já atingido a santidade, mas porque nesta comunidade, apesar do pecado dos seus membros, das suas fragilidades e incapacidades está presente a santidade de Deus”.

Esta é uma Igreja que “caminha, que peregrina, nesta realidade que é a nossa” e é hoje, precisamente, que necessitamos mais do que nunca “de ser esta presença de Jesus Cristo que continua a amar a todos, Jesus Cristo que a todos quer salvar, Jesus Cristo que não esquece ninguém e que todos quer salvar e que nos diz que a vida verdadeira é a vida plena de Deus”.

“Demos graças ao Senhor porque, apesar das nossas incapacidades, Ele continua a confiar em nós e a entregar-nos esta tarefa missionária e peçamos ao Senhor que cada um de nós e todos, como comunidade diocesana, não desistamos nunca de peregrinar, de envolver tantos outros, de a todos ajudar a caminhar para o céu”, concluíu.