Deus protagonista da tua história

D.R.

Que Deus existe, não tenho dúvidas. Quanto mais não seja, porque a existência de Deus constitui a explicação melhor, mais razoável e infinitamente mais seguida ao longo dos tempos e mesmo hoje. Um mundo que se cria a si mesmo com a perfeição deste nosso universo, não é razoável. Portanto, a questão não é a existência de Deus.

A questão é aquilo que Deus tem a ver connosco. Será Deus um simples artífice que, depois de ter dado vida a uma obra de arte, se desinteressa dela, abandonando-a às suas capacidades? Será Deus um juiz neutral que espera o desfecho de tudo para poder verificar e recompensar o bem e o mal? Será que Deus está proibido de entrar na história para se encontrar e dialogar com o ser humano — afinal a obra mais excelente da sua criação?

O cristianismo proclama a presença de Deus no meio da história. Sim: em tudo encontramos o seu amor, a sua bondade, a sua misericórdia. E, no meio da história, Ele próprio, em Jesus de Nazaré, se revela, se mostra como Amor. Bem longe da distância neutral do juiz; bem longe da indiferença do artista que se desapega da sua obra, Deus mostra-se em Jesus como Deus que é Amor — capaz de amar até fazer seu o sofrimento do ser humano. E que não desiste de nos convocar para viver com Ele — sempre e não apenas nuns momentos de maior sensibilidade.

Sim: vale a pena contar com Deus, sempre, em cada momento. Sim: vale a pena deixar que, em nós, Ele continue a ser presente, protagonista da história do mundo e da nossa própria história.