O Papa Francisco reconheceu no passado dia 23 de março as virtudes heroicas da Irmã Maria do Monte Pereira. Uma madeirense nascida a 10 de abril de 1897 em Santo António, Funchal.
O portal de notícias do Vaticano diz que “ela realizou o seu serviço e apostolado em várias comunidades, onde foi estimada pelas suas irmãs e experimentou fenómenos singulares que ela viveu em discrição e humildade”.
“Mulher de grande força moral, ela se caracterizou por uma notável capacidade de autocontrole que deriva de sua extraordinária intimidade com Deus, e foi com a ajuda da graça que ela conseguiu enfrentar situações difíceis, marcadas pelo seu precário estado de saúde”, lê-se no Vatican News.
Destes breves apontamentos, gostaria de destacar os dons da intimidade com Deus e da discrição desta irmã hospitaleira.
Intimidade com o Esposo: Recordando a sua consagração e o dia da sua profissão religiosa a 3 de abril de 1933, disse: “Eu desejo amar-Vos e fazer-Vos amar. Sim, desejo ser santa, mas sinto a minha impotência. Peço-vos, ó Jesus que sejais Vós mesmo a minha santidade! Ficai em mim sempre, como vosso tabernáculo. Não vos afasteis nunca da vossa pequenina hóstia (…). Eu neste dia, me ofereço ao vosso Coração como vítima de holocausto ao vosso amor!”.
Discrição: A irmã Maria do Monte deseja identificar-se totalmente com Cristo e aceita sofrer pela salvação das almas, mas de forma discreta: “Ó meu Jesus, dai-me a graça de me conservares oculta!” Em 1953, recebe de Jesus o título de “Minha missionária oculta”, ao que responde: “Ó Jesus, enquanto o meu corpo for animado por um sopro de vida eu não quero negar-vos nenhum sacrifício para ajudar os missionários a salvar almas”.
Ao longo da sua vida de total entrega a Jesus e aos doentes da Ilha da Madeira, e das casas por onde passou, Maria do Monte assumiu as palavras de S. Bento Menni: “Oxalá pudéssemos sacrificar gota a gota a nossa vida e morrer por amor de Jesus”.
























