Procissão dos Passos: D. Nuno Brás propõe vivência do Evangelho a cem por cento

Foto: Duarte Gomes (arquivo)

Dezenas de católicos participaram este domingo, 12 de Março, na Procissão dos Passos. A igreja do Colégio foi de novo o ponto de partida, tendo-se realizado depois o sermão do Encontro no adro da Sé.

A presidir a estes momentos esteve o bispo do Funchal, que começou por lembrar que este é “um dos exercícios da Quaresma: seguir atrás de Jesus Cristo, meditar em Jesus Cristo que caminha para a cruz e que, a um dado momento, encontra a sua mãe”.

Aquela mãe que “viveu todo o drama à volta do nascimento do menino, todo o drama da fuga para o Egipto, o regresso a Nazaré e de novo o drama de quando Jesus deixou a casa da Nazaré para ir viver para Cafarnaum”. Aquela mulher que “continua sempre a ser discípulo, que continua sempre a querer aprender de Jesus”.

Mas, continuou o prelado, “Jesus convida-nos a ir mais longe, a não ficar presos aos laços do sangue, aos laços da Carne, a não ficarmos presos àquilo que é o habitual, mas que nos propõe um novo critério”.

E o critério deve antes ser “que sejam felizes aqueles que escutam a palavra de Deus e a põem em prática” esse é, continuou, “o critério do ser cristão, do ser discípulo, esse é o critério verdadeiro para dizermos que seguimos o Senhor”.

“Este é o convite que, hoje, o Senhor nos faz e ai de nós se esta Quaresma não nos levar verdadeiramente à conversão, a colocar tudo aquilo que somos, aquilo que vivemos e fazemos e tudo aquilo que pensamos e não nos levar a edificar tudo isso naquela rocha firme, inabalável que é a palavra de Deus, que é Jesus Cristo.

O prelado propôs ainda aos fiéis e às autoridades civis e militares que se juntaram a este momento de oração “que ele seja verdadeiramente momento quaresmal, de quem verdadeiramente se dispõe, não só interiormente, mas também exteriormente, a seguir os passos de Jesus”.

E porque “tanto nos falta para aí chegar”, D. Nuno Brás apelou ainda aos fiéis que pedissem ao Senhor “que nos ajude a fazer nossa esta Bem-Aventurança e a estarmos também no grupo daqueles que querem, anseiam, por acolher a palavra de Deus, vivê-la em cada momento da vida. O facto é que, mesmo sendo nós pecadores, “podemos e devemos viver o Evangelho a cem por cento” e sermos também um dos santos que escutaram a palavra de Deus e puseram em prática.

Terminado o sermão, a procissão voltou ao Colégio, onde era aguardada por mais um grupo de fiéis que ali estavam para participar na Eucaristia que se ia seguir e com a qual ser iria assinalar os 40 anos da Cáritas Diocesana e o encerramento da Semana Cáritas que teve início a 5 de março.