Eucaristia presidida pelo bispo encerrou Visita Pastoral ao Jardim da Serra

Foto: Duarte Gomes

Terminou domingo, dia 30 de outubro, com uma Eucaristia presidida pelo bispo do Funchal, a Visita Pastoral que o prelado efetuou à comunidade paroquial do Jardim da Serra.

No início da celebração, o Pe. Rui Silva deu conta da “alegria que foi para a comunidade tê-lo connosco, conhecendo os nossos caminhos, as nossas famílias, as nossas dificuldades bem como os nossos anseios, os sucessos e vitórias desta paróquia/freguesia que quer caminhar com Deus”.

Depois de sublinhar que esta foi “a primeira Visita Pastoral de um bispo a esta comunidade paroquial, desde a sua criação”, sendo por isso um momento de “dar graças a Deus pelo ministério episcopal do sr. Bispo cá na nossa diocese, desejando que continue a ser um ministério que dê bom fruto, com a bênção de Deus, de São Tiago o padroeiro desta paróquia.

Já o prelado disse ser este um momento para “darmos graças a Deus por sermos o seu povo, a sua Igreja e por sermos esta comunidade de São Tiago do Jardim da Serra”.

Prosseguiu, saudando todos os que se encontravam na igreja “e a todos os que aqui não estão, faço-o na pessoa do sr. Presidente da junta e do sr. presidente da assembleia”.

Apesar de “ter sido uma semana trabalhosa, porque não deixei as outras coisas que faço habitualmente”, D. Nuno acrescentou que esta foi “uma semana muito boa, muito bonita com Nosso Senhor a sair a cada esquina e a ir ao nosso encontro”.

Já na homilia, D. Nuno Brás centrou a sua reflexão no Evangelho de São Lucas, que relata o encontro entre Jesus e Zaqueu. Mesmo ”sem conhecerem Jesus chega aquela árvore onde estava Zaqueu e lhe diz: Zaqueu desce depressa que eu preciso ficar em tua casa”.

Isto mostra que “não só Jesus conhece Zaqueu, como conhece a todos nós, sabe quem somos, sabe as nossas qualidades, conhece muito bem as nossas patifarias, conhece-nos”. Por isso, explicou D. Nuno Brás, não vale a pena “tentar enganar Deus”.

“Aliás, não só nos conhece como nos ama. E essa é a coisa ainda mais surpreendente”, frisou para logo acrescentar que “Deus não gosta daquilo que nós somos, não gosta do pecado que nós fazemos, não gosta que sejamos preguiçosos até para com Ele, mas gosta de nós”.

Outro aspeto importante é que “Jesus andava à procura de Zaqueu, como anda à tua procura para te salvar, para te fazer mudar de vida para te fazer melhor em cada dia e em cada momento”.

Deus que “sai ao nosso encontro quando menos esperamos e encontra-nos, às vezes até quando nós andamos a fugir dele”, isto significa, prosseguiu, “que devemos ter duas coisas: disponibilidade para nos deixarmos encontrar por Ele, naquele pobre por quem passamos e não ligamos, naquela pessoa que tem uma palavra para nos dizer e nós não escutamos e disponibilidade para procurarmos, sermos presença de Jesus Cristo para tantos que andam perdidos dele lá na nossa casa, na nossa escola, no nosso trabalho, na nossa associação”.

“Esta é a palavra que os quero deixar hoje aqui, no final desta Visita Pastoral, que bom que foi passar esta semana convosco, que bom que foi poder visitar-vos, entrar nas vossas casas, nos vossos locais de trabalho e vos lembrar que temos esta missão de procurar o que anda perdido”.

A terminar a sua reflexão, o prelado pediu à assembleia para “dar graças ao Senhor porque Ele nos ama, porque Ele anda à nossa procura e vamos dizer-lhe da nossa disponibilidade para aquilo que Ele quer de nós, para O recebermos na nossa casa, no nosso coração e para estarmos ao seu dispor, ao seu serviço sempre em toda a nossa vida”.

No final da celebração, o Pe. Rui Silva, voltou a agradecer ao prelado por ter aceite “este desafio de nos vir visitar e nos fazer olhar de forma diferente para aquilo que é um bispo no meio do seu povo”.

O sacerdote agradeceu ainda “a todas as instituições que acolheram o sr. bispo durante a semana e a todos os grupos da paróquia que estiveram envolvidos nesta visita”.

Como recordação desta passagem pela paróquia foi oferecido a D. Nuno um ícone da Sagrada Família, escolhido porque durante toda a semana o que mais se ouviu foi a frase ‘parece que é da nossa família’.

D. Nuno Brás agradeceu o gesto da comunidade a quem pediu que “não se esqueça nunca que assim como Jesus veio procurar o que andava perdido, também nós devemos procurar os que andam perdidos, afastados, que são cristãos, gente boa até, mas andam longe”.