Sé: Eucaristia presidida por D. Nuno assinalou 50 anos do regresso da Companhia de Caçadores 2759

Foto: Duarte Gomes

Foi com uma Eucaristia, na Sé, presidida por D. Nuno Brás, que a Companhia de Caçadores 2759 assinalou sábado, dia 08 de outubro, os 50 anos do regresso de Moçambique.

A celebração, que contou com a presença dos mais altos responsáveis militares na Madeira, começou com a leitura de uma mensagem do Capitão Medeiros Batista, lida pelo Furriel José Gouveia.

Seguiu-se a homilia, no decorrer da qual a palavra agradecer foi a tónica dominante, o prelado começou precisamente por deixar palavras de agradecimento aos militares que quiseram servir a pátria, mesmo com o risco de perderem a vida, lembrando que “na felicidade e na dor, havemos de ser capazes de reconhecer a presença de Deus ao nosso lado”.

É nessas alturas, acrescentou, que quase “tocamos a face de Deus”, que “a fé nos salva e nos une a Jesus Cristo e a todos aqueles que já partiram e que estão hoje aqui, porque aqui está Jesus Cristo”.

Ao terminar a reflexão, o bispo diocesano falou do momento que se ia seguir, a coroação de uma imagem de Nossa Senhora, afirmando que o mesmo é “sinal de que na Virgem Maria também nos queremos agradecer a presença de Deus. A Virgem Maria, aquela mulher que disse sim, que acompanhou Jesus ao longo da sua vida e que junto à cruz escutou do Senhor: ‘Mulher eis o teu filho’, aquela que é verdadeiramente a Mulher, a humanidade em que todos nos reconhecemos”.

“Coroando-a a Ela estamos a tomá-la como exemplo, como intercessora, estamos a pedir-lhe que nos ajude também a nós a sempre darmos graças ao Senhor por aquilo que somos e pelo dom da fé que nos faz viver com ele e com todos, concluiu.

Esta celebração foi animada liturgicamente pelo Coro de Câmara da Madeira, tendo-se ouvido também os toques de silêncio e alvorada, por elementos da fanfarra do RG3, em memória dos 11 militares que tombaram em combate.

Procissão das velas

Na sexta-feira, dia 7, realizou-se uma emotiva e para alguns penosa, procissão das velas com o mesmo itinerário que percorreram os militares no dia da partida.

Iniciou-se em frente ao antigo BII19, na Rua do Castanheiro, desceu a Avenida Zarco rumo ao Cais. Pelo caminho certamente muitos se recordaram dos passeios pejados de familiares e amigos. Mães, esposas e noivas vestidas de preto, exteriorizando assim a dor que as invadia. Imploravam à Senhora de Fátima e à Senhora do Monte, para que lhes protegesse os filhos.

Mas desta vez a procissão continuou até à Sé onde se rezou o terço.