Obras no Monumento da Paz já arrancaram e devem estar concluídas em janeiro

Foto: Duarte Gomes

As obras no Monumento da Paz, no Terreiro da Luta, já arrancaram e de acordo com aquilo que a empresa responsável pelas mesmas adiantou ao Cónego Manuel Martins, Vigário Episcopal do Património, devem estar terminadas em janeiro.

Tal como o Jornal da Madeira noticiou a 13 de fevereiro, haviam sido detetadas, a olho nu, a existência de fissuras nos quatro pilares da estrutura que serve de suporte à imagem o que levou o Vigário Episcopal do Património a contactar o Laboratório de Engenharia Civil (LREC), a fim de que este estudasse a situação e apontasse uma solução.

Na sequência do relatório realizado pelo LREC, que comprovava a degradação e consequente instabilidade da estrutura de suporte da imagem, tornou-se necessário definir uma solução e consequente intervenção que garantisse a estabilidade e integridade do monumento.

Esse relatório foi entregue ao Cónego Manuel Martins e o passo seguinte foi encontrar a empresa para realizar os trabalhos. Estes, segundo explicaram os engenheiros do LREC ao cónego Martins, teriam de passar pela substituição da estrutura que suporta a imagem da Senhora da Paz, com 5m de altura e várias toneladas de peso.

Pilar demolido pilar reconstruído

Escolhida a empresa para realizar a obra, que vai custar 178.054,36 € (IVA incluído), a Saul & Filhos, Lda. preconizou uma solução que consiste em substituir os quatro pilares existentes (que se encontram degradados), por quatro novos pilares em betão armado, com secção equivalente, mas reforçados em termos de aço.

Fica assim garantida, segundo a empresa “uma melhor resposta do conjunto aos esforços a que estão sujeitos – esforços axiais de compressão e ações do vento”. 

Refira-se que o aspeto visual atual deste monumento que, como é sabido, tem uma grande importância para os católicos madeirenses que ali costumam peregrinar, “será mantido na medida em que, sobre os novos pilares de betão armado, serão revestidos de pedra argamassada idêntica à existente”.

Em termos de processo construtivo, explicam-nos ainda, “para a realização em segurança dos trabalhos acima referidos, é necessário numa primeira fase a criação de acessos às diferentes cotas de trabalho, através da montagem de escadas e plataformas de andaime”.

Já para a realização dos pilares, e uma vez que os existentes serão demolidos na íntegra, “torna-se necessário antes de qualquer trabalho de demolição, a realização de uma estrutura auxiliar de suporte (cimbre), que garanta a estabilidade do monumento durante o processo de demolição”.

A demolição dos pilares e reconstrução “será realizada de forma faseada – apenas será demolido e reconstruído um pilar de cada vez, uma vez mais para garantir a estabilidade do monumento durante a intervenção”.

Concluída esta parte estrutural dos trabalhos será dado “seguimento aos revestimentos em pedra argamassada previstos, bem como à limpeza e restauro da imagem da Nossa Senhora da Paz”.

O piso à volta do monumento também será, conforme nos disse o Cónego Manuel Martins,  na primeira notícia que publicamos, intervencionado, assim como todo o muro de suporte”.

Conta para quem quiser ajudar

Tal como foi anunciado, o valor recebido na Renúncia do Advento, de 17.057,07 euros, foi canalizado para esta obra.  Mas a diocese continua a precisar da ajuda de todos para chegar ao valor total da obra.

Assim ‘nasceu’ uma conta para quem queira ajudar a concretizar esta obra, com o NIB: PT50 0018 0003 555 689 920 20 31.

Naturalmente que qualquer valor é bem-vindo, e o Jornal da Madeira sabe que já foram, por exemplo, feitos pelo menos dois depósitos, num valor total de 330 euros.