Terminou a peregrinação dos símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude na Diocese do Funchal, mas continua a caminhada de preparação dos jovens madeirenses para este evento mundial que vai reunir em agosto do próximo ano, em Lisboa, jovens de todo o mundo, num encontro com o Papa Francisco.
Entre os patronos escolhidos para protegerem os jovens na sua caminhada para a JMJ Lisboa 2023, gostaria de destacar o jovem bem-aventurado Carlo Acutis, que o Papa Francisco apresentou como modelo aos jovens católicos. Ele “soube usar as novas técnicas de comunicação para transmitir o Evangelho, para comunicar valores e beleza”.
O jovem Acutis gostava de dizer: “todos nascem como originais, mas muitos morrem como fotocópias”. Neste sentido, o Papa exorta os jovens, “não deixes que isto te aconteça!” (Christus Vivit, 106).
Carlo Acutis nasceu em 1991 na cidade de Londres, onde os seus pais se encontravam em trabalho. Poucos meses depois do seu nascimento, a família regressou a Milão. Aos 15 anos, Carlo adoece gravemente. Tem poucos dias de vida. A 12 de outubro de 2006 deixa este mundo.
O seu pároco referiu: “Era um rapaz absolutamente normal, mas com uma harmonia absolutamente especial”.
Era um génio na informática e utilizou o seu talento na obra de evangelização através dos meios digitais: cria websites, faz pequenos filmes, elabora revistas. Dedicava muita atenção em documentar os milagres eucarísticos para o seu site e depois para as exposições.
Gostava de videojogos, mas para não perder muito tempo “impôs a si mesmo que só poderia jogar no playstation uma hora por semana no máximo”, disse Antonia, a mãe de Carlo.
Assiduamente participava na Eucaristia e reservava momentos de adoração eucarística. Tinha muita devoção a Nossa Senhora.
O sacerdote responsável da pastoral na escola que frequentava recordou a alegria e autenticidade de Carlo: “Ajudava os estrangeiros, os mendigos, os incapazes, os anciãos, as crianças”. Na sala de aulas defendia os que tinham mais dificuldades de integração. “Em mais de uma ocasião defendeu os menos capazes que eram gozados pelos colegas”.
Viveu intensamente, sem desperdiçar o tempo. Ao perceber a gravidade da sua doença, Carlo disse: “Estou feliz em morrer, porque vivi a minha vida sem perder nem mesmo um minuto”.























