Bispo confirmou jovens e adultos na fé a quem pediu que acolham “a ternura do Bom Pastor”

O prelado começou por estar no sábado na paróquia de Santo Amaro e no domingo na Calheta, onde apelou aos jovens para que se deixem ser “do rebanho do Bom Pastor”.

Foto: Duarte Gomes

Terminou no domingo, dia 8 de maio, a Visita Pastoral que D. Nuno fez a três paróquias da Calheta. Um dos pontos altos destes dias foi a celebração Eucarística, a que presidiu na Igreja do Espírito Santo, na paróquia da Calheta, no decorrer da qual confirmou na fé 39 jovens e três adultos.

Coube ao Pe. Silvano Gonçalves, pároco das paróquias da Calheta, São Francisco Xavier e Atouguia, apresentar o grupo, considerando que o mesmo se encontrava apto para receber o Sacramento do Crisma.

Na homilia, o prelado começou por dizer que “é difícil para um madeirense não acreditar que Deus existe, porque desde a natureza com que somos confrontados todos os dias, até às pessoas, nós percebemos que Deus existe, apesar da ciência não o poder provar”.

São estes sinais, de “outra realidade que não é a ciência”, que nos mostram que Ele existe, como o procuraram fazer Paulo e Barnabé, de acordo com o que nos relatava a primeira leitura, que procuraram mostrar esses sinais aos judeus que foram incapazes de os reconhecer e de “abrir o seu coração” para receber Jesus. 

Não obstante tudo isso, Deus “continua a dar-nos sinais da sua presença, sinais do seu amor, sinais da sua ternura”. 

Em dia do Bom Pastor, as leituras, disse D. Nuno Brás, convidam a colocarmos a nós próprios várias interrogações. A primeira é se “ao longo destes 10 anos de catequese verdadeiramente encontraram Jesus”. Uma interrogação que, frisou, deve ser colocada não apenas pelos crismandos, mas por todos os cristãos. “Afinal, 600 anos de cristianismo aqui na Madeira temos de saber o que é que Jesus Cristo nos diz a nós”. 

“Será que somos mesmo verdadeiramente o rebanho do Bom Pastor, quer dizer, conhecemos a Jesus Cristo, contamos com Ele na nossa vida, Ele é importante no nosso dia a dia, ou é simplesmente um ilustre desconhecido”, questionou o prelado, para logo frisar que “podemos fazer a mesma figura que os judeus de Antioquia, que falavam muito de Deus, mas que quando chegou o momento de O acolherem não foram capazes disso, quando Deus se quis meter com eles, de viver a sua vida, não foram capazes de o reconhecer”.

É verdade que podemos viver sem Deus, lembrou D. Nuno Brás, mas vamos perder “a ternura do Bom Pastor e o amor de Deus e a presença de Deus na minha vida, que dá outra luz, que dá outra cor, que dá outro brilho à minha vida, que ajuda a viver os momentos de sofrimento e de tristeza e dificuldade e ajuda a viver os momentos de alegria e de festa”.

Depois de referir que aquilo que mais lhe tem feito impressão ao longo destes três anos como bispo do Funchal é ver “aquilo que foi o sofrimento do povo madeirense”, D. Nuno Brás sublinhou a força que os madeirenses sempre demonstraram lembrando que “nunca teriam sido capazes de fazer o que fizeram sem Deus, de construir o que construíram, sem esta certeza de Deus que está ao seu lado”.

Hoje, com a vida facilitada, temos ainda mais razões para “aceitarmos e querermos viver com Deus e fazer parte do “rebanho do Bom Pastor”. 

E esse foi apelo que D. Nuno Brás deixou a todos: “aceitar Deus na nossa vida, deixar que Ele se meta connosco, que Ele diga que fizemos disparates, mas que não é por causa disso que Eu deixo de te amar ou de te querer bem, ou hoje estiveste bem e por isso continua”.

“Peçamos ao Senhor que Ele viva a nossa vida, dizer-lhe que queremos ser do Seu rebanho, que queremos que Ele seja nosso pastor, que queremos que Ele nos mostre o caminho, que Ele nos ajude a sermos verdadeiramente humanos, mais humanos, mais cristãos, mais Dele e que o possamos acolher no nosso coração e na nossa vida”, concluiu.

Antes do final da celebração, o Pe. Silvano voltou a usar da palavra para agradecer a D. Nuno Brás pela Visita Pastoral, que lhe proporcionou a ele em particular “uma experiência de igreja” como nunca tinham feito.

“Nesta semana penso que fui a pessoa que mais recebi e que mais aprendi, porque com o sr. D. Nuno e todos vós com o vosso empenho e alegria, percebemos a importância de sermos batizados”, disse o pároco das três paróquias visitadas, que bem disse a hora em que o bispo do Funchal aceitou fazer esta visita.

A terminar, D. Nuno deu graças a Deus “por esta semana convosco”, porque, frisou, “o bispo também precisa de perceber os cristãos assim contentes, entusiasmados”.

A terminar de referir que D. Nuno Brás, no sábado, esteve na Paróquia de Santo Amaro, cujo pároco é o Pe. Ignácio Rodrigues.

Ali o prelado confirmou um grupo de 36 crismandos, seis deles adultos, a quem deixou mais ou menos as mesmas recomendações e os mesmos pedidos, isto é, que estes confirmados na fé deixem que o Senhor viva a sua vida, seja o seu pastor, lhes mostre o caminho e os ajude a ser verdadeiramente humanos, mais cristãos e mais Dele acolhendo-O no coração e na vida.