D. Alfredo Caires, bispo de Mananjary, Madagáscar, disse ao Jornal da Madeira que a passagem do ciclone Batsirai deixou a cidade “completamente dizimada”. Tudo ficou destruído. “Neste momento é preciso reconstruir”, disse.
Este bispo, natural da Madeira, que nestes dias se encontra no Colégio Missionário, Funchal, referiu que na sua diocese “há bastantes desalojados” e que os edifícios que tinham sido preparados para esta situação também ficaram destruídos. “Mesmo os lugares que tinham previsto alojar – escolas, igrejas – os tetos foram todos pelos ares. Viram-se sem nada”.
D. Alfredo explicou que “a maior parte das pessoas vivem em cabanas e as casas que existem são poucas, mas ficaram todas sem tetos…partiu tudo, como uma explosão”.
O ciclone “já estava anunciado à uma semana, foi bem preparado, pelas autoridades, pela assistência, sobretudo em toda a costa do Norte até ao Sul da minha diocese, mas nunca pensávamos que era assim tão forte”, afirmou D. Alfredo Caires.
“Não sabíamos por onde é que entrava, porque os ciclones normalmente fazem a costa e depois têm uma entrada em terra. Entrou mesmo poucos quilómetros entre Mananjary e Nos Varika”, disse.
O Ciclone Betsirai atingiu Madagáscar na noite do sábado passado, 5 de fevereiro, com rajadas com 230 km/h. Pelo menos 92 pessoas morreram segundo informações do diretor do Gabinete Nacional de Gestão de Riscos e Desastres de Madagáscar, Paolo Emilio Raholinarivo, à agência Efe. “Além das 92 mortes, o ciclone deslocou 112.115 pessoas e destruiu pelo menos 7.488 casas”.

























