Na manhã desta quarta-feira, dia 26 de janeiro, segundo dia da Semana de Atualização do Clero, D. Rino Fisichella continuou a sua reflexão sobre o sacerdócio e a evangelização.
Nesta segunda conferência, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização falou sobre a audácia de Deus: “A audácia exprime a coragem que Deus teve ao escolher-me a mim e a cada um de vós para manter vivo o seu Evangelho e permitir que os homens tenham uma relação com Ele, verdadeira e eficaz”.
Para D. Rino, “Deus não tem medo de confiar uma missão tão decisiva a alguém como eu ou como tu”. E apontando para os sacerdotes presentes, o arcebispo acrescentou: “Tu tens a força de transformar o mundo. Tu estás em condições de fazer companhia aos homens do teu tempo para lhes dar a certeza da presença e da proximidade de Deus. É desta certeza que tu te tornas sinal, de modo que ninguém se sinta enganado quando se dirigir a Deus”.
Quando o sacerdote celebra a Eucaristia recebe a responsabilidade de ajudar as pessoas que nela participam “a estar certas de que estão realmente na presença de Deus”.
“A cada um de nós Ele infunde a coragem para enfrentar uma tarefa extraordinária: transformar a vida de uma pessoa no seu íntimo”, referiu.
Sobre a evangelização o arcebispo recordou que “a missão da Igreja consiste em manter o que recebeu do Senhor: ser capaz de o transmitir com um anúncio que chegue a todos, sem qualquer distinção” e citando o Papa Paulo VI acrescentou que aos pastores da Igreja é confiado o “cuidado de remodelar com ousadia e com prudência e numa fidelidade total ao seu conteúdo, os processos, tornando-os o mais possível adaptados e eficazes, para comunicar a mensagem evangélica aos homens do nosso tempo” (EN 40).
Assim, a transmissão do Evangelho “deve acontecer com fidelidade ao conteúdo, mas sem esquecer o público a quem se dirige”.
Para o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização “tal como no passado se deu vida a uma intensa obra de evangelização, também hoje a Igreja deve tomar consciência do grande empenho que exige a nova evangelização”.






















