Não olhem para cima

D.R.

Tem feito furor nos últimos dias o filme “Não olhem para cima”. Dois cientistas descobriram que um meteorito vai chocar com a terra e destruir toda a vida existente. Contudo, os governantes e a comunicação social, em vez de tomarem decisões que permitam acabar com esta ameaça, escolhem caminhar para o suicídio colectivo e convidar todos a não olhar para o céu, ignorando o meteorito, que até poderá vir a ser uma fonte de riqueza.

O filme é uma comédia simples e moralista, que pretende chamar a atenção para a realidade do “perigo ecológico” que o nosso planeta corre.

Por minha parte, confesso que aquilo que mais me chamou a atenção foi mesmo o nome do filme. É que “Não olhem para cima” é, precisamente, o convite que, constantemente, se tem feito, já de há muitos anos a esta parte, neste nosso mundo ocidental. É o convite que diariamente nos fazem a não olhar para Deus, a não tomar Deus em conta na nossa vida e nas nossas decisões. É o convite a não pensar no horizonte de vida eterna, para tirar o máximo de prazer do instante passageiro que estamos a viver. É o convite a deixar para depois qualquer decisão mais séria.

Como arte, o filme “Não olhem para cima” será rapidamente esquecido. Mas creio que sim, vale a pena olhar para cima. Quer dizer: vale a pena olhar para o Céu. É que, ao contrário do que diz o filme, lá do alto não vem a destruição mas a salvação. E essa é bem importante acolhê-la na nossa vida e no nosso mundo.