Santo Antão vai ser celebrado na Calheta

Foto: Sílvio Mendes

Santo Antão, que teve uma vida repleta de solidão, jejum e trabalho é muito estimado na Madeira em especial nas zonas rurais. Protetor dos animais domésticos é celebrado liturgicamente no dia 17 de janeiro.

Antão é uma versão menos comum de um nome bastante conhecido: António. Os dois nomes significam a mesma coisa: “florescente“, “aquele que floresce” (do grego “ánthos”, flor). Aliás, na Igreja católica o santo é também chamado de Santo António Abade.  É considerado o pai dos monges cristãos e um elevado modelo de espiritualidade ascética.

É representado, geralmente, ao lado de um porco com um sininho pendurado no pescoço. Esta representação iconográfica tem relação com o facto de que a antiga Ordem Hospitaleira dos “Antonianos” criava porcos nos centros habitados, porque a sua gordura era usada para ungir os doentes de ergotismo. A doença era denominada “fogo de Santo Antônio”.

No dia da sua festa litúrgica, são abençoados os animais domésticos e as estrebarias. Na iconografia Santo Antão é representado também com um bordão dos eremitas em forma de T “tau”, a última letra do alfabeto hebraico.

Padroeiro da paróquia do Seixal e um dos dois padroeiros do Caniço também é celebrado em diversas igrejas madeirenses, como no Atouguia, na freguesia da Calheta em cuja igreja, no domingo 16 de janeiro vai ter lugar a missa em seu louvor iniciando-se pelas 16 horas. Vai ser assinalado nas Eucaristias que serão celebradas às 9h30 na igreja de São Francisco Xavier e às 11 horas na igreja da Calheta. Estas cerimónias litúrgicas serão presididas pelo Pe. Silvano Vieira Gonçalves, pároco daquelas paróquias do Arciprestado da Calheta.