8 pilares da Alegria

D.R.

No domingo passado o mundo despediu-se de uma figura que marcou a história da defesa dos Direitos Humanos: o Arcebispo anglicano e Nobel da Paz, Desmond Tutu. 

Na Carta Encíclica “Fratelli tutti”, sobre a fraternidade universal, o Papa Francisco apresentou-o como uma das pessoas que o motivaram (cf. n. 286).

O seu combate não violento por uma África do Sul livre do apartheid, onde todas as pessoas são iguais em direitos e deveres, e pela reconciliação entre todos, são fonte de inspiração para um mundo melhor. “Temos de ousar sonhar, preparar o futuro sabendo que um dia seremos livres”, disse o Arcebispo Tutu. 

Na sua última publicação, “O livro da alegria” (2016), escrito juntamente com Dalai Lama, o Arcebispo Tutu apresentou oito pilares da alegria para a felicidade duradoura num mundo em mudança. Quatro são qualidades da mente: perspetiva, humildade, humor e aceitação. Outras quatro são qualidades do coração: perdão, gratidão, compaixão e generosidade. 

1. Perspetiva: Existem muitos ângulos diferentes. Uma perspectiva ampla leva-nos à serenidade e a enfrentarmos os problemas com mais criatividade em vez de rigidez.

2. Humildade: Perceber que todos somos seres humanos limitados, não podemos resolver tudo nem controlar todos os aspetos da vida. Precisamos uns dos outros. A arrogância vem da insegurança. “Humildade é o reconhecimento de que os teus dons vêm de Deus”, escreveu Tutu. 

3. Humor: Capacidade de desfazer situações de grande tensão. “É uma arma muito poderosa” que pode unir as pessoas. Também é ser capaz de rir de si mesmo. 

4. Aceitação: Habilidade para aceitar a própria vida com as suas imperfeições, mas também com a sua beleza. É o único lugar onde a mudança pode começar.

5. Perdão: “É o único caminho para curar-se a si mesmo e libertar-se do passado”. O Arcebispo recordou a história de uma mãe cujo filho foi assassinado no apartheid. Ela disse ao responsável por aquela morte: “Meu filho, nós te perdoamos”. 

6. Gratidão: Sentir-se afortunado por estar vivo. Cada momento é um dom. 

7. Compaixão: Querer o melhor para o outro. Levar alegria aos outros é a forma mais rápida de encontrá-la. 

8. Generosidade: “É o melhor caminho para ser mais, mais e mais alegre”, pois “é dando que se recebe”. É uma forma de estar no mundo “tornando-se um oásis de paz, uma piscina de serenidade que se espalha para todos ao nosso redor”, disse o Arcebispo.