A Estrela da nossa vida

D.R.

O Natal é o acontecimento mais sublime da história da humanidade, é a hora da simplicidade e do nosso renascimento espiritual.

Um Édito dum imperador pagão, Cesar Augusto, impôs um recenseamento universal, e este aparente acontecimento político conduziu Maria e José a Belém, de Judá. A Providência Divina serve-se do mais simples, do corrente, do normal na vida das pessoas, para actuar e as conduzir ao Seu plano salvífico. 

O Senhor dos Céus e da terra, sem berço onde ser colocado, nasceu no meio da maior solidão, numa noite fria e sem luz, num aparente e desolado abandono vindo habitar entre nós. 

Grandeza de um Menino que é Deus! O Seu Pai é o Deus que fez os Céus e a Terra, e Ele ali está, num presépio, quia non erat eis locus in diversorio, porque não havia outro sítio na Terra para o dono de toda a Criação! (Cristo que passa, 18) 

Mistério de Amor, omnipotência dum Deus feito criança reduzido à extrema impotência. A pobreza do Filho de Deus é tão absoluta que se torna numa grandiosidade divina, pois num mundo de trevas irrompe o Salvador da humanidade. 

Ano após ano, século após século, milénio após milénio, junto dos corações simples dos homens de boa vontade, a Estrela da esperança volta a brilhar nos Céus para nos guiar pelo deserto árido das vidas, das sortes e dos tempos.  

Natal é uma verdadeira festa da alegria, é um convite real para adorarmos Deus. Em todos os lugares do mundo, também naqueles onde se persegue a Igreja, haverá quem diga ao Senhor: sabemos que nasceste hoje, viemos adorar-Te em nome de todas as criaturas, porque estas palavras são uma resposta da Santa Igreja ao clamor dos Anjos que se ouviu no mundo, rompendo o silêncio e a escuridão dos séculos: Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra aos homens por Ele amados. 

Nosso Senhor dirige-se a todos os homens, para que venham ao seu encontro, para que sejam santos. Não chama só os Reis Magos, que eram sábios e poderosos; antes disso tinha enviado aos pastores de Belém, não simplesmente uma estrela, mas um dos seus anjos. Mas tanto uns como outros – os pobres e os ricos, os sábios e os menos sábios – têm de fomentar na sua alma a disposição de humildade que permite ouvir a voz de Deus. (Cristo que passa, 33)

Contemplemos a Virgem Maria, com São José, a cuidar de Jesus recém-nascido na pobre gruta que os alojou em Belém. A tradição de fazer o Presépio é uma magnífica recordação de que o Verbo Divino habitou entre nós. 

Quando chega o Natal, gosto de contemplar as imagens do Menino Jesus. Essas figuras que nos mostram o Senhor tão apoucado, recordam-me que Deus nos chama, que o Omnipotente Se quis apresentar desvalido, quis necessitar dos homens. Do berço de Belém, Cristo diz-me a mim e diz-te a ti que precisa de nós; reclama de nós uma vida cristã sem hesitações, uma vida de entrega, de trabalho, de alegria. (Cristo que passa, 18)

Hoje brilhará sobre nós a luz porque nos nasceu o Senhor. Eis a grande novidade que comove os cristãos e que, através deles, se dirige à humanidade inteira. Deus está aqui! Esta verdade deve tomar posse de nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo encontro especial com Deus, que deixe a sua luz e a sua graça penetrarem até o fundo da nossa alma. (Cristo que passa, 12, 1)

Para todos Um Feliz e Santo Natal