D. Nuno lembrou que ser escuteiro é ajudarmo-nos mutuamente a realizar os sonhos que Deus tem para nós 

Foi com uma Eucaristia, no Colégio, que o CNE – Madeira – deu início a um dia de atividades para assinalar os seus 93 anos.

Foto: Duarte Gomes

D. Nuno Brás presidiu na manhã de quarta-feira, dia 8 de dezembro, a uma Eucaristia na igreja do Colégio com a qual se assinalaram os 93 anos do CNE – Madeira.

No início da celebração, o prelado saudou os escuteiros presentes e lembrou-lhes que foi precisamente na igreja do Colégio que o CNE começou a dar os seus primeiros passos. “Queremos dar graças a Deus por estes anos todos e sobretudo por aquilo que somos”, disse.

Saudou ainda as autoridades presentes, nomeadamente o Secretário da Educação e em especial a chefe Telma, que foi eleita para Chefe Regional, pedindo ao Senhor que a ajude “nesta tarefa difícil de conduzir os destinos da nossa Região”.

Já na homilia o prelado sublinhou que “Deus tem um sonho, um plano, para cada um de nós”. A questão é que “muitas vezes nós pouco ligamos para esse sonho de Deus”, muitas vezes, “queremos construir-nos e ser por nós mesmos, sem ligar ao sonho de Deus”. 

Neste contexto lembrou que, hoje, “aquilo que celebramos é o facto de ter havido uma rapariga, Maria, que contava sempre com Deus, que estava sempre disponível para aquilo que Deus lhe pedia e nós sabemos que ao longo da sua vida aquilo que Deus lhe pediu nem sempre foi fácil. Antes pelo contrário”.

D. Nuno Brás disse ainda que “é bonito termos a Imaculada Conceição como padroeira precisamente porque Nossa Senhora nos diz: antes de olhares para ti olha primeiro para Deus e pergunta-lhe o que é que Ele quer de ti, o que é que Ele te pede”.

Esta, prosseguiu, “é a realidade mais importante para nós, porque uma coisa é o que gostava e outra é aquilo que me faz feliz e o que nos faz felizes verdadeiramente é cumprir os sonhos de Deus”.

A concluir a sua homilia o bispo diocesano dirigiu-se aos jovens pedindo-lhes que “num momento de silêncio, cada um diga duas coisas ao Senhor: primeiro, que lhe diga eu estou aqui para cumprir a tua vontade, para realizar o teu sonho acerca de mim; segunda coisa pedir para a nossa Região que também ela seja capaz de fazer a vontade de Deus”.

No final da celebração D. Nuno Brás desejou um bom dia aos escuteiros, que tinham pela frente uma série de atividades, lembrando-lhes que “ser escuteiro é procurar realizar os sonhos que Deus tem para nós, mas é também ajudarmo-nos uns aos outros a realizá-los”.