Dia Mundial da Juventude: Bispo do Funchal desafiou jovens a mostrar Cristo aos que ainda não o conhecem

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal juntou-se este domingo, dia 21 de novembro, aos cerca de 200 jovens que participaram na Jornada Diocesana da Juventude e no Dia Mundial da Juventude, que pela primeira vez se celebrou no Dia de Cristo Rei e não no de Ramos, como era hábito.

Aos jovens presentes no polidesportivo existente junto ao Centro de Juventude do Estreito da Calheta, D. Nuno Brás lembrou-lhes que “temos alguém para dar que é importante para o mundo e esse alguém é Jesus Cristo”.  É que, frisou, “Jesus Cristo é a lógica do mundo, é a lógica da tua vida, é a lógica da vida dos vossos pais, da vida daqueles que vão viver depois de vocês e isso é importante que se diga”. 

Acontece, prosseguiu, que “as pessoas andam à procura desta lógica andam à procura desta salvação noutros sítios e é importante que nós, que encontramos este Jesus, sejamos capazes de o mostrar e de não o guardar só para nós”. 

“Deixa-te encontrar por este Jesus, percebe que Ele é a lógica da tua vida, a chave o clique que faz sentido para a tua vida e depois mostra-O ”, explicou o prelado que incentivou ainda os jovens a fazê-lo sem medo, mesmo que sejam “tomados como tolos”, porque “os homens e mulheres grandes de que nós hoje nos recordamos foram os santos, aqueles que tiveram a coragem de mostrar Jesus Cristo”. E é, frisou, “do lado desses que nós queremos estar”.

“Aquilo que eu vos peço hoje é que não desistam de O encontrar, caminhem com Ele, percebam que Ele caminha com vocês, caminhem com Ele, deixem-se encontrar por Ele”, disse a dada altura D. Nuno Brás, para logo acrescentar que isto de ter alguém que caminha connosco pode ser chato, mas é importante, como é importante “que O mostrem e O mostrem hoje na vossa vida”.

O prelado disse ainda aos jovens que “não tenham medo de ser Santos” porque, explicou, “ser santo é isto: alguém que se deixou encontrar por Jesus Cristo, alguém que caminhou com Ele” e isso “é tudo menos aborrecido, é tudo menos chato”, embora D. Nuno tenha admitido, a concluir que “não é fácil”.

Provocação do Papa

Quanto ao Pe. Carlos Almada que está à frente do Comité Organizador Diocesano (COD), começou por lembrar ao Jornal da Madeira que “há um ano estava em Roma, na Basílica de São Pedro quando o Papa anunciou exatamente que o Dia Mundial da Juventude passava para o dia de Cristo Rei”.

No entender do sacerdote, esta é “uma provocação do Papa a todos os jovens para que olhem para o rei que é Cristo, um rei que vem reinar de forma diferente, mas que quer reinar com toda esta pujança que a juventude tem”.

“Todos nós somos necessários, ninguém é dispensável e é importante realçar que os jovens têm um papel muito importante hoje e sempre, como o papa diz eles não são o futuro, já são o hoje”.

Quanto à ideia de que quem, não acredita em Deus também pode ser feliz, o padre Carlos Almada diz que sim. No entanto ressalva que “quando vemos alguém que acredita em Deus vemos que essa pessoa é ainda mais feliz”. De resto, frisou, “é essa a mensagem que nós queremos deixar a estes jovens: que Cristo está vivo, que Cristo é rei e quer reinar acima de tudo nos nossos corações e com esta alegria, com esta juventude e com esta pujança que nós temos, levá-LO a todos os outros jovens”.

Refira-se que, apesar do número de jovens, que inicialmente até era para ser maior não fossem as desistências ocorridas de manhã motivadas pelo estado do tempo que era apontado pela meteorologia, estavam todos vacinados e testados cumprindo também todas as outras regras já conhecidas nomeadamente do uso da máscara.

À tarde, na igreja do Atouguia, onde se encontra uma relíquia do Papa São João Paulo II, ele que instituiu as Jornadas Mundiais da Juventude, foi celebrada uma missa presidida precisamente pelo Pe. Carlos Almada.

Sonhem alto

Na sua homilia o sacerdote começou por recordar o desafio que o Papa deixara nessa manhã, em Roma, aos jovens católicos de todo o mundo, precisamente para façam caminho até à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2023, em Lisboa.

“O Papa falou para nós, para vocês”, lembrou o Pe. Carlos, para logo acrescentar que o Papa quer que façamos “barulho”, porque “o vosso barulho é fruto dos vossos sonhos”.

Na manhã daquele dia, Francisco agradeceu aos jovens que olham para lá dos “lucros do presente” e apontam aos “grandes ideais”.

“Isso ajuda-nos a nós, adultos, e à Igreja. Sim, também como Igreja, precisamos de sonhar, temos necessidade do entusiasmo e do ardor dos jovens para sermos testemunhas de Deus”. E foi esse também o desafio que o Pe. Carlos deixou aos jovens presentes nesta Missa, que não tenham medo de seguir os seus sonhos e de no caminho para os concretizar incluir Deus e deixá-LO seguir a seu lado, para que tudo faça ainda mais sentido e para que não fiquemos por aquilo que já temos, mas demos passos maiores como este de participar nas Jornadas Mundiais, onde vão estar “dois milhões de jovens de todo o mundo”

O sacerdote disse ainda aos jovens que, ao contrário do que muitos dizem, ser jovem e católico não é coisa “de totós”, e as jornadas são prova disso, de que “eu não sou o único no mundo que tem fé, portanto é para “inteligentes”, para “gente que sonha”, e que sabe “que com Deus tudo é possível”.  Por isso, “sonhem alto”, disse o Pe. Carlos, que lembrou que o Papa é o primeiro a dizer que “os jovens vão mudar o mundo” e para isso precisam ter as atitudes certas e Deus ao seu lado.