Prazeres: Visita Pastoral terminou com Missa e pedido de D. Nuno para que comunidade seja casa de Deus

Foto: Duarte Gomes

Terminou na passada sexta-feira, dia 19 de novembro, com uma Eucaristia presidida pelo bispo do Funchal a visita pastoral que prelado efetuou à Paróquia do Prazeres.

No início da celebração, o prelado fez precisamente referência ao facto desta Missa encerrar esta visita que foi constituída por dias muito “muito bonitos e muito felizes, descobrindo as coisas bonitas que os Prazeres têm”. Os Prazeres é “uma terra bonita, uma terra boa e sobretudo com gente muito boa, uns que são de cá outros que vêm de fora”.

“Vamos a agradecer ao Senhor aquilo que somos, na nossa realidade humana, mas sobretudo a nossa realidade cristã, a nossa vida de fé” disse D. Nuno para logo questionar a assembleia sobre “o que seria de nós sem esta companhia constante de Jesus Cristo.

Na homilia, e porque a nesta celebração participaram os alunos do Externato de São Francisco de Sales, com quem D. Nuno estivera na terça-feira, dia 16, foi a eles que o bispo começou por se dirigir perguntando-lhes se sabia qual é a casa de Deus. As respostas não se fizeram esperar: a igreja, o céu, o coração. Era precisamente esta última resposta que o prelado queria ouvir, para poder explicar a miúdos e graúdos que “essa até é a casa mais importante”. Afinal, “para onde nós vamos o nosso coração vai e se Deus habita no nosso coração vai sempre connosco para onde nós formos”.

D. Nuno explicou ainda que da mesma forma que as igrejas têm pinturas e estão enfeitadas, também nós precisamos de ter, como Maria tinha, “o nosso coração enfeitado, adornado, bonito com todas as coisas que vocês disseram – o ter bom coração, com o amor, com o carinho, com a oração – para o receber”. 

“O nosso coração é verdadeiramente a casa de Deus e como Maria nós precisamos de o ter preparado, adornado para ser esta presença de Deus” reforçou D. Nuno Brás, para logo frisar que “no final desta visita pastoral é isto que eu peço a esta comunidade dos Prazeres: que sejam verdadeiramente uma casa de Deus, seja verdadeiramente uma comunidade onde se possa perceber que Deus não nos abandona, que vive connosco em cada dia, em cada momento que passa, sermos de facto esta casa de Deus”.

D. Nuno terminou com aquela que já se tornou uma marca da sua forma de terminar estas suas reflexões. Assim, solicitou aos mais pequenos e a todos os outros que, num momento de silêncio, pedissem a Deus “que Ele nos ajude a ter o coração como Maria, assim, enfeitado adornado com todas essas coisas boas e bonitas para sermos sempre este templo de Deus”.

No final da celebração, em que marcaram também presença os principais representantes das entidades locais, nomeadamente a câmara e a junta, coube ao Pe. Roberto Sé Aguiar “agradecer em meu nome e de toda a comunidade” ao bispo do Funchal pela disponibilidade ao querer inteirar-se ‘in loco’ da realidade multifacetada desta comunidade paroquial”.

De acordo com o sacerdote, quem visita esta freguesia “não faz ideia da dinâmica pastoral, nomeadamente no que se refere à celebração da fé, bem como às dinâmicas na área social e cultural inspiradas na doutrina cristã da igreja e na visão de proximidade junto do nosso povo, tão querida do nosso Papa Francisco”.

Há apenas dois meses nesta paróquia, o Pe. Roberto diz que com esta visita pôde ele próprio inteirar-se “das especificidades desta paróquia”. Reconheceu que “são grandes os desafios para dar continuidade a todo o trabalho aqui realizado”. 

No entanto, disse estar certo do apoio do bispo diocesano, bem como da comunidade e das várias instituições do concelho com cuja colaboração espera poder contar já que, lembrou, “todos trabalhamos tendo em vista o bem comum”.