MASF e Paróquia dos Prazeres celebraram protocolo

D.R.

No passado dia 19 de Novembro, sexta-feira, foi assinado um protocolo de cooperação entre o Museu de Arte Sacra do Funchal (MASF) e a Galeria dos Prazeres. A iniciativa contou com a presença do bispo do Funchal, D. Nuno Brás, aliás era um dos eventos que constava do programa da visita pastoral para este dia e do diretor do MASF.

Na oportunidade João Henrique Silva sublinhou a importância da assinatura deste protocolo que, no fundo, vem pôr por escrito um projeto de colaboração, que já está no terreno, “que se iniciou a pedido do pároco anterior”. Essa colaboração, explicou, “é mais de caráter técnico em relação à programação da galeria e ao desenvolvimento do trabalho que se faz aqui no domínio das artes plásticas”.

O diretor do MASF lembrou ainda que este género de colaboração surge no âmbito da política do museu de “estar aberto às comunidades, com as forças vivas das paróquias da Igreja no domínio da arte sacra e não só, dando oportunidade e abrindo espaço ao contemporâneo, aos artistas, ao meio circundante, no que diz respeito à intervenção das artes hoje”.

É nesse sentido, acrescentou, que “esta colaboração tem funcionado bastante bem, naturalmente com o trabalho que a paróquia faz, tendo professores, convidando artistas, etc. Penso que isto é muito importante porque cria a tal descentralização cultural e porque cria mais um pólo de oferta cultural neste projeto que é a Quinta Pedagógica”.

Quanto a D. Nuno Brás aproveitou a oportunidade para “saudar a colaboração entre instituições diocesanas”, dizendo ser “com muito gosto” que vê que o protocolo agora assinado já está em prática e que um dos objetivos do museu é esta colaboração e esta abertura para com a paróquia e a comunidade.

Neste mesmo dia teve lugar a abertura de uma exposição de Cláudia Teixeira, intitulada “Das mãos”. Esta mostra, que ficou patente apenas até ontem, dia 21, surgiu no seguimento de uma ideia antiga do Padre Rui Sousa de implementar um núcleo de artesanato na Quinta Pedagógica dos Prazeres, designadamente em torno da cerâmica e teve como base a ideia de criar alguns utensílios e louça, para posterior utilização na casa de chá da Quinta Pedagógica, e com isto, tornar a experiência do chá neste espaço ainda mais especial.