Missão de todos

D.R.

Está a terminar o mês de outubro, desde há alguns anos dedicado todo ele às missões. À primeira vista, parece coisa distante. Quando muito, conhecemos algum missionário, na nossa família, na nossa terra. Sabemos que ainda existem partes do mundo que não escutaram o Evangelho, ou em que o cristianismo tem dificuldade em se tornar cultura, modo de vida.

Rezamos pelos missionários e rezamos também pelos cristãos e suas comunidades, muitas vezes perseguidos nessas terras, tantas vezes rejeitados pelas suas famílias e pelos seus amigos, apenas porque aceitaram viver o Evangelho de Jesus.

E somos generosos. Se não podemos ir nós para essas terras distantes, então ajudamos, apoiamo-los com a partilha dos nossos bens.

Tudo isto é importante, bom e necessário. Mas nada disto nos pode dispensar de assumirmos a sério a missão que Jesus ressuscitado deu a todos os seus discípulos: “Ide… Eu estarei convosco”.

É que a missão e o ser missionário não é algo de facultativo para um cristão:  não é facultativa a missão de ajudar os filhos e a sua família a serem mais e melhores cristãos; a missão de ajudar os seus colegas de trabalho ou de estudo; os seus amigos ou até mesmo os desconhecidos. A missão é para todos e sempre. Faz parte do ser cristão: “discípulos missionários”, diz o Papa Francisco. Todos somos “Igreja em saída”, quer dizer: cristãos que aproveitam todos os momentos para dar testemunho de Jesus. Também nós, todos nós, não podemos calar o que vimos e ouvimos, como recorda o lema para este mês missionário.