Um direito e um dever

D.R.

Votar é um direito. Sabemos que nem sempre foi assim. Sabemos como o direito ao voto, o direito que cada cidadão tem de contribuir para a escolha daqueles que nos governam, em plena liberdade de consciência, é algo que apenas surgiu no século XX.

Mesmo hoje, sabemos como, infelizmente, por esse mundo além, ainda são muitos os que gostariam de poder exercer esse direito e não o podem fazer por tantas circunstâncias, sobretudo quando vivem em ditaduras.

Cada cidadão, tem o direito de se pronunciar acerca daqueles que dirigem o destino do seu país, da sua região, da sua autarquia. E o voto de um é igual ao voto de todos: tem o mesmo valor o voto de um poderoso e o voto de um pedinte. Trata-se de reconhecer a radical dignidade de todo o ser humano, qualquer que seja a sua condição.

Temos o direito de escolher aqueles que nos governam, segundo o que pensamos ser melhor, não apenas para cada um mas para o bem de todos.

Votar é um direito mas é também um dever. Ninguém se deve dispensar. É verdade que muitas vezes nos desiludem aqueles que escolhemos. É verdade que muitas vezes o debate político, mais que construir parece destruir ou ficar apenas ao serviço de alguns.

Mesmo assim, e precisamente por causa disso, temos o dever de contribuir, com a nossa escolha para o bem de todos.

No próximo domingo, cada um de nós é chamado a pronunciar-se sobre os autarcas das nossas freguesias e câmaras municipais. Não deixemos de o fazer.