Afeganistão: Igreja Católica em Portugal preparada para acolher refugiados, sem esquecer os que lá ficaram

D. José Traquina deseja que o diálogo seja a arma para a resolução dos problemas

D.R.

“Com o apoio da Cáritas e o envolvimento da Conferência Episcopal faremos o que pudermos para auxiliar os que chegarem”, disse D. José Traquina, em declarações à Agência ECCLESIA.

O bispo de Santarém e presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, da Igreja Católica em Portugal, reconhece que não é essa a verdadeira preocupação neste momento.

“A nossa verdadeira preocupação são os que estão lá, e não sabemos como vai ser o futuro daquele país”, acrescentou.

O responsável pelo setor social da Conferência Episcopal Portuguesa manifestou-se preocupado pela falta de respeito pela dignidade das pessoas e reconhece que esta é a hora da solidariedade, mas também do diálogo.

“Desejamos que o diálogo seja a solução para a resolução dos problemas. Não são as armas ou as guerras”, afirmou D. José Traquina à Agência ECCLESIA, esta sexta-feira, no final do ‘Recital de Agosto’, um momento musical promovido pela Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima para assinalar os 48 anos do falecimento da sua fundadora, Luiza Andaluz.

Os Talibãs tomaram o controlo do Afeganistão, chegaram à capital Cabul, no domingo, dia 15 de agosto, e preparam-se para formar um novo governo, depois da governação entre 1996 e 2001, em menos de duas semanas após o início da retirada das tropas da coligação internacional encabeçada pelos Estados Unidos da América.

HM