Férias com terapias da natureza e do Alto

Foto: André Carvalho

Vamos a férias? Se for possível, faz bem sair do ambiente, descansar e reduzir o stresse. E também desintoxicar, lavar e curar? Levamos sujidades nos órgãos, mente e espírito. Alguns mares, rios, ares e cidades estão sujos e sujam os humanos. Sujos, tantos fragmentos e borrões da cultura pós moderna, fragmentada e tribal de todas as cores. Ideologias de inverdade confundem a consciência. As férias oferecem oportunidades de limpar e curar. Basta mais do mesmo ambiente poluído, irrespirável! Não é Covid-19, quase vencido, a maior agressão! Ele veio multiplicar as bancarrotas da humanidade, diz o Papa.

Os miasmas culturais das ruas, praças e caixas televisivas invadem os sentidos, saturam de banalidades, bagatelas e tontices; intoxicam a mente e o coração. Anseia-se por alimentos saudáveis que elevem e tornem pessoas amigas de pessoas, as consciências afinadas que distingam o doentio do saudável, a devassidão da bondade, a lucidez lógica do pensar irracional e absurdo. A corrupção, badalada por redes sociais, horas e horas por dia, ombreia com a crescente poluição e violência contra crianças, mulheres e homens, em casa, no emprego e nas ruas. São fenómenos sistémicos, em polvo; em que um pecado se liga a abusos de crianças, raptos, compra e venda de pessoas, abandonos na fome, doença, orfandade, falta de escola e miséria que mata. Há exceções: corações generosos, em sistémicas de facilitadores de bem-fazer, e livres das ondas de perversidades físicas, mentais e espirituais. Escapam a tertúlias televisivas manipuladoras e a ideologias absurdas que, em vez de facilitarem a leitura e a fala compreensíveis, criam paleios de confusão. Alguns, sem férias, conseguem libertar-se com sanidade, outros precisam de oportunidades para desintoxicar órgãos, mente e espírito, embeber-se de ar, água, alimentos, paisagens de maravilha sem tóxicos e alguma respiração de oração para se renovarem.

Os testes de cores descobrem relações entre traços de caráter e efeitos benéficos da exposição a cores tonificantes da natureza que facilitam e se associam paz e contemplação a ações de bondade e generosidade. Tal como outras cores puxam ao humor triste e a violência vingativa. A exposição às cores da natureza não substitui, é certo, o esforço e a prática da virtude, mas pode facilitar ou dificultar o crescimento espiritual e moral.

Em férias há muitas ocasiões de usar terapias da natureza, mil verdes dos campos e das florestas, azuis do mar e do céu. Cenas de verdes de plantas melhoram os olhos; o ar mais oxigenado envolvente purifica os pulmões, a água viva limpa os órgãos, os passeios ativam o coração e os músculos. As terapias naturais de férias abrangem consumos naturais, caminhadas, contemplação, repouso e colóquios de leitura bíblica e prece. Nem só de pão…vive-se também da Palavra… Férias verdes da flora, azuis do céu e do mar, águas e ares limpam os tóxicos poeirentos das cidades, acalmam os nervos e a ansiedade do stresse; facilitam a clareza do pensar. Nem esqueçamos o azul e a luz dos mantos de Nossa Senhora a convidar a olhar para o Alto.