D. Nuno crismou jovens do Garachico e da Serra de Água a quem desafiou a deixar que Deus viva as suas vidas

Foto: Duarte Gomes

D. Nuno Brás prosseguiu no domingo, dia 11 de julho, com as visitas a comunidades paroquiais com o propósito de ministrar o Sacramento da Confirmação. 

Assim, na parte da manhã, o bispo diocesano esteve na paróquia do Garachico, onde crismou 32 jovens, e à tarde na da Serra de Água onde o grupo era composto por sete jovens.

Nas homilias das celebrações, D. Nuno Brás voltou a alertar os jovens para a questão central que, enquanto cristãos, eles devem colocar. E essa questão, ao contrário do que possam pensar, não é se Deus existe ou não, mas se Ele faz parte das suas vidas.

“A questão é se eu devo viver uma vida despreocupada, como se Deus não existisse, ou se entre mim e Deus existe uma relação” explicou D. Nuno aos crismandos do Garachico.

Disse-lhes ainda que “não se trata de sermos nós a escolher viver com Deus”, mas de “Deus nos escolher”. De resto, frisou, era isso que nos diziam as leituras deste dia e o próprio Evangelho, que foi o Senhor que nos escolheu. 

“A primeira coisa de que precisamos tomar consciência é que cada um de nós foi escolhido por Deus” e que essa escolha foi feita “antes da criação do mundo, ou seja, antes que o mundo existisse já Deus sonhou e pensou em cada um de nós e amou-nos antes que tudo existisse”. 

E ao sermos escolhidos, prosseguiu o bispo diocesano, Deus mostra que “não és simplesmente mais um, entre muitos milhões, mas és único e Deus conhece-te, escolheu-te e espera que tu correspondas”. E sabe que “só serás feliz se fores capaz, se fores disponível para lhe corresponder”.

No final da sua reflexão, D. Nuno pediu aos jovens que agradecessem ao Senhor “este amor que Deus nos tem, a cada um de nós” e lhe pedissem “que Ele nos ajude, verdadeiramente, a corresponder a esta escolha que Ele fez”.

No final da celebração coube ao Pe. Rui Silva, pároco do Garachico, os habituais agradecimentos às catequistas, aos pais, padrinhos, ao coro e a todos quantos colaboraram para que esta cerimónia decorresse da melhor forma. 

As boas vindas ao bispo diocesano e o agradecimento pela sua presença, esses, foram deixados no início da cerimónia, com o pároco a frisar ser sempre “uma alegria”, para si e para a comunidade, receber D. Nuno Brás.

Antes da bênção final, o prelado fez ainda questão de voltar a lembrar aos jovens que “todos os dias Deus nos escolhe e nos marca, e vocês hoje foram marcados com o óleo do Crisma, uma marca interior, a marca do Espírito Santo na vossa vida”.

Viver como originais 

Na paróquia da Serra de Água as ideias deixadas por D. Nuno Brás, foram mais ou menos idênticas, com o prelado a explicar àqueles sete jovens que iria crismar mais adiante, que a grande questão que se coloca não é se Deus existe, mas “se nós temos alguma coisa a ver com Ele”, ou seja, “se eu para viver, com sentido, uma vida plena, se para ser feliz, preciso ou não de Deus”.

O bispo diocesano não só explicou isto como voltou a mostrar, com recurso à leitura de algumas passagens dos textos que foram lidos, que Deus nos escolheu antes da criação do mundo e que Ele “pensou e sonhou cada um de nós” como seres únicos entre milhões.

De resto, frisou, “Deus criou-nos originais” e nem os gémeos, por muito parecidos que sejam, “são iguais”, o que prova que “Deus pensou em ti, te quis e te fez único e original, obra prima” e que “Ele te escolheu”. 

Mais adiante D. Nuno Brás disse ainda aos jovens que não duvidem que podem ser santos, porque “ser santo é aceitar viver com Deus é aceitar que Deus faça parte da sua vida”, e que ser santo não é uma coisa chata. Basta que vejam a vida de alguns Santos, como por exemplo Carlo Acutis, para perceberem que “a vida de um santo não é aborrecida”. 

O prelado explicou ainda que perceber esta realidade é “essencial para a vossa vida”, porque “só serás feliz se deixares que Deus faça parte da tua vida”.

Num momento de silêncio, a terminar a sua reflexão, D. Nuno Brás exortou os jovens a agradecer a Deus o facto de “Ele ter sonhado connosco, de Ele ter tido tempo, vagar, de sonhar comigo assim como eu sou, como tu és” e a pedir-lhe “a força e a coragem para deixar que este Deus que nos ama viva verdadeiramente na nossa vida”.

Coube ao Pe. Isildo Silva (SCJ), pároco da Serra de Água, dar as boas vindas ao prelado no início da celebração e agradecer a sua presença e disponibilidade no final da mesma. 

Na oportunidade, o sacerdote referiu que estes momentos são sempre uma forma da comunidade sentir que não está a caminhar sozinha e que “também nós, paróquia da Serra de Água, fazemos parte desta porção do povo de Deus a que o senhor bispo preside”. 

Antes da bênção final, D. Nuno Brás deu conta de que também ele gosta muito de estar no meio daquela comunidade e concluiu deixando aos Jovens crismados alguns pedidos. O primeiro foi para que “não sejam fotocópias”, o segundo foi para que o interpelem na rua caso ele não os reconheça e o terceiro pedido para que rezem por ele sempre que se lembrarem que foi ele que os crismou, isto porque “o bispo não tem tarefa fácil e precisa das orações de todos”.