D. Nuno Brás crismou 79 na paróquia do Estreito de Câmara de Lobos 

Fotos: Duarte Gomes

O bispo do Funchal esteve no sábado, dia 10 de julho, na paróquia do Estreito de Câmara de Lobos onde presidiu a duas Eucaristias no decorrer das quais ministrou o Sacramento da Confirmação a 79 crismandos.

A primeira celebração teve lugar pelas 14:30 horas e a segunda, em que o Jornal da Madeira esteve presente, pelas 17 horas, sendo que nesta o grupo era composto por 44 crismandos.

Na homilia o prelado explicou que a pergunta que os cristãos devem fazer a si mesmos não é se Deus existe, porque é evidente que Ele existe, mas que lugar é que Ele ocupa na nossa vida.

Essa, frisou, é que a questão central. Afinal, “se Deus tem alguma coisa a ver connosco, então tudo muda, ou seja, se eu tenho alguma coisa a ver com Deus, então tenho eu que viver esta relação com Ele, não o posso ignorar e viver como se Ele não existisse”.

Era isso que nos dizia a segunda leitura, em que São Paulo escrevia aos cristãos de Éfeso e lhes dizia que “não só Deus tem alguma coisa a ver connosco, como é uma bênção, qualquer coisa de fantástico, de importante para mim”. E dizia ainda que “Deus nos escolheu, mesmo antes da criação do mundo, para sermos santos irrepreensíveis”, isto é, “pensou-nos, sonhou-nos, a cada um de nós, antes de tudo e escolheu-nos”. Somos, acrescentou, “uma obra prima que saiu das Suas mãos, qualquer coisa maravilhosa”.

E ser santo, frisou o prelado, não significa “ser aborrecido, chato, alguém que não se diverte”. Daí o convite para os crismandos procurarem conhecer quem foi Carlo Acutis, adolescente católico italiano que foi beatificado a 10 de outubro de 2020 pelo Papa Francisco.

“A vida dos santos é a vida com Deus”, explicou ainda D. Nuno Brás, para logo acrescentar que “viver com Deus nos faz felizes”, mas que isso implica assumir a missão de O mostrar ao mundo. “A nós, de uma forma particular aos que vão ser crismados, Deus confia-nos uma tarefa, a tarefa de mostrar aos outros como é feliz viver com Deus, como é importante escutá-lo, estar com Ele e estar disponível para aquilo que Ele quer”.

Daí o apelo, no final da reflexão, para que os crismandos falem de Deus sem medos e onde quer que estejam, porque “foi Deus que vos deu essa missão”

“Vamos agradecer a Deus porque Ele pensou em nós, porque Ele nos escolheu e vamos pedir-lhe a coragem de mostrar, a coragem de dizer, com palavras e com obras, como é feliz viver com Ele”, concluiu.

Quase a terminar a celebração, o Pe. José Luís Gouveia de Sousa, pároco do Estreito, que já havia apresentado o grupo em momento próprio, agradeceu a presença de D. Nuno Brás na paróquia neste que considerou ser “um dia histórico” uma vez que o bispo ali presidiu não a uma, mas a duas celebrações.

Já D. Nuno Brás, antes da bênção final, partilhou com este grupo de crismados um episódio envolvendo os seus sobrinhos, os quais, por ocasião dos 25 anos de casamento dos pais, tatuaram num braço as coordenadas da casa da família. Uma forma, disse, de mostrar que aquela seria sempre a sua casa.

Os jovens crismados, explicou depois o bispo Diocesano, também foram tatuados, só que por Deus e com a cruz do Espírito Santo. É uma tatuagem diferente, mas também é para a vida, sublinhou D. Nuno, para logo lembrar que ela  “faz com que esta casa [Igreja] seja sempre vossa” e que se espera que os jovens não se esqueçam disso.