D. Nuno Brás crismou jovens dos Álamos, Sagrada Família e Nazaré 

Foto: Duarte Gomes

Dando continuidade às visitas que tem vindo a realizar a várias comunidades paroquiais com o propósito de ministrar o sacramento do Crisma, o bispo do Funchal esteve no sábado, dia 3 de julho, na paróquia dos Álamos e no domingo, dia 4, nas paróquias da Sagrada Família e da Nazaré.

Na celebração nos Álamos, onde crismou 34 jovens, D. Nuno Brás, lembrou que vemos Jesus como “alguém da nossa casa” e que, por isso, pensamos que o conhecemos o que leva a que nem sempre Lhe demos a atenção devida, nem estejamos atentos quando Ele vem ao nosso encontro.

“Nós precisamos de nos deixar surpreender por Ele, de O escutar, e escutar significa que a palavra de Jesus entra a fazer parte da nossa vida, que a palavra de Jesus passa a ser um momento de transformação da nossa vida”, frisou.

Daí o convite do prelado para que “tomemos a sério Jesus”, para que o “escutemos, de facto, o que Jesus tem todos os dias para nos dizer”, sem “olhar para Jesus como alguém que já sabemos, alguém que já conhecemos, alguém que não tem nada de novo para nos dizer”, porque “todos os dias Ele vem até nós e nos convida não só a sermos diferentes, mas a sermos novos, verdadeiramente novos”.

Mas este não foi o único convite feito por D. Nuno Brás. O bispo do Funchal pediu ainda aos jovens que não sejam como o povo de surdos de que nos falava a primeira leitura, mas antes profetas que “falam em nome de Deus, que mostram Deus” que são presença de Deus. “Não tenham medo de ser presença de Deus para aqueles que se encontrarem convosco, sempre e em cada dia”, frisou.

Coube ao Pe. Héctor Figueira apresentar o grupo e no final da celebração agradecer a D. Nuno Brás pela presença “em véspera do Domingo do Senhor”, bem como aos pais dos crismados, às Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, aos catequistas e aos membros da comunidade que de alguma forma acompanharam estes jovens, por quem “deu graças a Deus por tê-los encontrado no meu caminho”.

Profetas no meio do mundo

Já na paróquia da Sagrada Família, onde foram crismados 19 jovens, o bispo do Funchal voltou a refletir sobre o facto de nós estarmos tão habituados a ouvir falar de Jesus, que Ele passou a ser alguém da casa. O problema é que, de tão habituados, depois nem damos pela Sua presença ao nosso lado, nem nos damos conta dos “milagres que Ele faz por nós todos os dias” ou dos “sinais do seu amor por nós”.

“Deus está próximo de vocês e muitas vezes vocês não dão conta disso, como os habitantes de Nazaré”, alertou D. Nuno para logo acrescentar que “é preciso estar atento, porque Deus pode estar ali ao vosso lado e vocês não darem por Ele”.

Depois, continuou, é preciso perceber como Deus pode estar presente nos vários momentos da nossa vida e ser também essa presença que o batismo, e depois o crisma, nos permite ser.

“Vocês são os novos profetas no meio do mundo, quer dizer vocês são aqueles que falam em nome de Deus, que dizem as palavras de Deus, que fazem os gestos de Deus”, explicou, para logo acrescentar que “Deus quer estar presente, através de vocês, no meio do mundo, quer estar presente na família, na escola, no clube desportivo, na banda”.

Para isso, “é preciso termos os olhos abertos e sobretudo o coração aberto para perceber os outros profetas, as outras presenças de Jesus Cristo que estão ali bem ao lado na nossa vida” e é preciso “deixar que Deus fale por meio de vocês, que Deus atue por meio de vocês que Ele se torne presente onde vocês estiverem”.

No final da celebração coube ao Pe. Nélio Mendonça (O.F.M.), pároco da Sagrada Família fazer os habituais agradecimentos, nomeadamente aos catequistas que foram “sinal de Deus na vida destes jovens”.

Agradeceu também a D. Nuno Brás pela sua presença e a “palavra interpeladora que nos recordou que os profetas de hoje somos nós, todos aqueles que foram marcados pelo sinal indelével do Espírito Santo”.

Já D. Nuno Brás, nas suas palavras finais, lembrou que o Crisma só se faz uma vez porque “quando Deus faz um sinal fá-lo para sempre”. E a missão que ele acarreta, lembrou, “também é para toda a vida” há que estar “disponíveis e atentos àquilo que Deus quer”.

Terminou com os habituais pedidos para que os jovens o interpelem na rua, caso este não os reconheça, e para que quando se lembrarem que são crismados, rezem pelo bispo que os crismou.

Finalmente, na tarde de domingo, D. Nuno Brás, esteve na paróquia da Nazaré, onde crismou 45 jovens e onde voltou a fazer mais ou menos as mesmas reflexões e recomendações.