Cónego Damasceno: D. Nuno Brás recordou sacerdote que é exemplo de quem se entrega nas mãos do Senhor 

Foto: Duarte Gomes

Ao início da tarde desta segunda-feira, dia 5 de junho, na Sé do Funchal, D. Nuno Brás presidiu à Missa Exequial do cónego António Damasceno, que faleceu no passado dia 3 de junho aos 99 anos.

Na homilia desta Eucaristia, concelebrada pelos bispos eméritos D. António e D. Teodoro, pelos cónegos do Cabido e por muitos outros sacerdotes, o prelado lembrou que “a morte de alguém é sempre ocasião para nos interrogarmos acerca do porquê e do para quê da nossa existência”.

“As leituras de hoje ajudam-nos a perceber que existimos para dar glória a Deus”, adiantou D. Nuno Brás, para logo acrescentar que “fomos criados por Ele para O louvar.

E, “se é verdade que sentimos a cada momento a nossa fragilidade, se é verdade que sentimos tantas vezes os nossos limites e fraquezas, então percebemos que só na Misericórdia do Senhor encontramos verdadeira força”. De resto, “o Senhor é a nossa força, a nossa vida e viver com Ele é a nossa vitória”.

No caso dos sacerdotes, este dar glória a Deus passa por “cuidar dos irmãos, por cuidar das ovelhas, do rebanho e de o fazer não simplesmente do mandamento do amor do próximo, mas a partir da sua realidade sacramental de ser presença sacramental do próprio Jesus Cristo”. Por outras palavras, passa por “dar aos cristãos aquelas realidades que alimentam o nosso peregrinar nesta terra e que nos fazem, já aqui, ter os olhos fixos no céu”.

Depois de afirmar que “os sacerdotes são de Deus e para Deus” e que “esta consagração marca o quotidiano de um sacerdote”, o prelado frisou que “neste dia em que encomendamos ao Pai o senhor cónego António Damasceno, não podemos esquecer o seu exemplo de consagração total a Deus e aos irmãos, sublinhou D. Nuno Brás para logo acrescentar que também não podemos esquecer o seu génio artístico que o fez criar tantas e tão belas composições musicais”.

E também “não podemos esquecer o serviço de 36 anos nesta Catedral, cuja comunidade ele esteve à frente com toda a dedicação com toda a entrega”.

De resto, disse o bispo diocesano, “ele permanecerá para sempre no nosso presbitério como um exemplo, um exemplo de consagração, um exemplo de pastor, um exemplo de quem se entrega nas mãos do Senhor”.

“Agora ele canta no céu os louvores de Deus”, disse ainda D. Nuno Brás, certo de que “de lá de cima certamente nos ajudará a nós, que ainda peregrinamos na terra, a cantar esses mesmos louvores, segundo a nossa condição” e aos sacerdotes ajudá-los-á a “ser mais de Deus e mais dos irmãos”.

Terminada a Eucaristia, em que participaram autoridades, familiares e amigos, os restos mortais do Cónego Damasceno seguiram para o cemitério de São Martinho, onde foram sepultados em jazigo próprio.

A anteceder esta celebração houve ainda a Oração do Ofício dos defuntos pelos Cónegos da Sé.