Faleceu o Cónego Damasceno

Foto: Duarte Gomes

A Diocese do Funchal acaba de informar, através da sua página de Facebook, que faleceu o Cónego Damasceno, aos 99 anos.

Para já ainda não há mais informações, nomeadamente quanto ao funeral, mas na mesma publicação a Diocese lamenta o sucedido, deseja que “o Senhor nosso Bom Deus o receba na Glória eterna e conforte toda a sua família” e dá “graças a Deus pelo seu ministério sacerdotal ao serviço da Igreja”.

António Damasceno Sousa nasceu em São Pedro, a 27 de março de 1922. Tinha cinco irmãos.

Quando terminou a quarta classe, decidiu entrar para o Seminário Menor. Estávamos em 1933. Apesar de ter sido acometido por uma tuberculose, António acaba por se tornar sacerdote em 1945. Celebrou Missa Nova em São Pedro.

Foi padre no Jardim do Mar, embora inicialmente tenha sido nomeado para o Caniçal, onde não chegou a exercer. Em 1958, D. Teodósio chama-o para Lourenço Marques, em Moçambique, onde foi Reitor do Seminário S. Pio X. Em 1963 foi nomeado cónego de Lourenço Marques.

Em 1967 regressa à ilha e é nomeado cónego da Sé acumulando a função com a de Pároco. O jubilado cónego, que esteve três décadas à frente da Sé, viveu um dos momentos históricos da Igreja madeirense: a visita do Papa João Paulo II a 12 de maio de 1991.

A 15 de Julho de 2020, por ocasião da celebração dos seus 75 anos de sacerdócio, D. Nuno Brás lembrava que o cónego Damasceno “foi um ponto de referência da diocese, do clero diocesano e religioso, e um ponto de referência para os cristãos da nossa ilha”.

Na oportunidade o prelado agradeceu “ao homem, e ao sacerdote, o exemplo e a dedicação e muitas vezes também o mau génio e a determinação com que ele sempre deu testemunho de Jesus Cristo”.

O Jornal da Madeira endereça aos seus familiares e amigos as mais sentidas condolências.