Bispo desafia finalistas da APEL a ter a ousadia de cumprir os planos que Deus tem para cada um 

Foto: Duarte Gomes

Teve lugar este sábado, dia 19 de junho, na igreja do Imaculado Coração de Maria, a Bênção dos Finalistas da Associação Promotora do Ensino Livre, mais conhecida por Escola da APEL.

Um momento importante para os alunos e para a escola, que no ano passado não se realizou por causa da pandemia e que este ano não só “esteve em dúvida”, conforme explicou logo no início o Pe. Fernando Gonçalves, Diretor Geral deste estabelecimento de ensino católico, como teve de ser pensado “num formato diferente” e numa data e lugar também diferentes.

Já as intenções desta celebração mantiveram-se, com o Pe. Fernando a lembrar que a bênção que os jovens iriam receber era “a melhor garantia de que o Senhor vos acompanhará, hoje e sempre, para que os vossos melhores sonhos se transformem em projetos de vida”.

Essa bênção foi dada pelo bispo do Funchal, que presidiu à celebração, e cuja disponibilidade o diretor geral agradeceu logo no início, como agradeceu também ao Pe. João Carlos, pároco do Imaculado, por ter aceite que a cerimónia decorresse nesta paróquia que é também aquela onde a escola está sedeada.

Quanto a D. Nuno Brás, o mesmo aproveitou esta ocasião para explicar aos jovens que “Deus fez-nos únicos”, “originais”, como dizia o Beato Carlo Acutis. Porém, dizia também o jovem citado pelo prelado, a maioria de nós “morre como fotocópias”.

“Deus criou-nos como originais e nós muitas vezes gastamos a nossa vida a sermos iguais aos outros, gastamos a nossa vida a deixarmos de ser originais para passarmos a ser produtos de uma linha de montagem, uma linha de montagem que se chama internet, que se chama televisão, que se chama opinião pública, uma linha de montagem que nos obriga a ser todos uns como os outros”, frisou.

E ser original, adiantou D. Nuno Brás, é ser como o sal que mesmo usado em pouca quantidade faz toda a diferença. Uma simples pedra de sal “dá sabor, transforma, muda” e Deus convida-nos a ser essa pedra de sal. Sal que “dá sabor, sal que dá sentido, sal que mostra que esta vida vale a pena, sal que faz com que todos os dias sejam diferentes porque não são vividos só com o olhar no chão que pisamos, mas com outro horizonte que é o horizonte de Deus.

“De nada servirá saberem muito, de nada servirá terem excelentes notas se não forem capazes de ser sal, se aceitarem ser fotocópias porque serão simplesmente mais um nesta engrenagem, neste mundo massificado”, alertou o prelado que desafiou os jovens a ter “a coragem de perguntar a Deus que planos tem para cada um” e a “ousadia de os cumprir”.

No final da celebração, o Pe. Fernando voltou a usar da palavra para fazer uma série de agradecimentos nos quais incluiu os docentes e não docentes da escola, “por tudo aquilo que fazem por estes jovens”, os pais e encarregados de educação e os jovens que quiseram receber esta bênção, desejando-lhes “um futuro risonho”, onde a APEL possa “marcar presença por aquilo que foi semeado ao longo destes anos”.